Arcênio Scribone Júnior, policial civil de São Paulo, é acusado de ameaçar a jornalista Natuza Nery, da GloboNews, com frases como “pessoas como você deveriam ser aniquiladas”. O incidente ocorreu em um supermercado em São Paulo no dia 30 de dezembro. O caso chamou atenção pela violência da abordagem e pelo perfil do agressor, que reflete características recorrentes entre apoiadores radicais de Jair Bolsonaro: descrença nas urnas eletrônicas, apoio a discursos golpistas e ataques sistemáticos à imprensa.
Scribone abordou Natuza de forma abrupta. Surpresa, a jornalista buscou identificar o agressor, que reiterou os ataques mesmo diante da repreensão de sua esposa. A Polícia Civil foi acionada, e o caso agora está sob investigação da Corregedoria. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que um inquérito foi instaurado para apurar as ameaças, e uma investigação administrativa pode levar ao afastamento do policial.
O histórico de Scribone reforça o padrão de comportamento bolsonarista. Após as eleições de 2022, ele fez publicações nas redes sociais questionando a legitimidade das urnas eletrônicas, apoiando manifestações antidemocráticas e criticando o Judiciário e as Forças Armadas. Embora tenha apagado seus perfis após o incidente, capturas de tela mostram mensagens com teor violento, como uma resposta na rede Threads: “Preso ou morto” seria seu destino caso realizasse seus desejos.
Além das ações golpistas, Scribone tentou minimizar a abordagem, afirmando inicialmente que havia apenas criticado o trabalho da jornalista. A contradição em suas declarações e o histórico de publicações reforçam o cenário de ameaça à liberdade de imprensa.
Com informações de Brasil 247
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