Em meio a um novo episódio de violência na Cidade de Deus, zona oeste do Rio, o secretário da Polícia Civil do estado, delegado José Renato Torres Curi, afirmou nesta segunda-feira (19) que a resposta à morte de um agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) será “à altura”. A informação é do g1.
“Não tem vingança, tem técnica. Estamos recebendo informações de inteligência e temos várias investigações em andamento. A gente não vai sossegar enquanto não prendermos ou tirarmos de circulação esses criminosos, caso decidam reagir contra nossas equipes”, declarou Curi, em entrevista. Ele ressaltou que a atuação policial será pautada pela legalidade e proporcionalidade. “A reação da polícia depende da ação do criminoso”, completou.
O agente da Core foi baleado durante operação na comunidade e chegou a ser socorrido ao Hospital Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos. Um vídeo divulgado nas redes mostra o desespero de colegas no momento do resgate. Durante a manhã, houve um intenso tiroteio, e a Linha Amarela, importante via expressa da cidade, chegou a ser interditada no sentido Fundão. Barricadas foram incendiadas e causaram bloqueio parcial no trânsito.
Por causa dos confrontos, a rotina da Cidade de Deus foi gravemente afetada. A Secretaria Municipal de Educação suspendeu as aulas no turno da tarde. Mais cedo, alunos de uma escola precisaram se proteger no corredor durante o tiroteio. As ruas ficaram praticamente desertas, e ao menos 19 linhas de ônibus alteraram seus trajetos. A Rio Ônibus informou que este foi o quinto episódio de violência que afetou diretamente a operação do transporte público na capital apenas no mês de maio.
Em entrevista ao RJ1, o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, explicou que a PM atua no entorno da comunidade para garantir segurança viária e proteção aos moradores. “Determinei um reforço maciço para garantir que as pessoas tenham o menor impacto em seu dia a dia”, afirmou.
Exibição de fuzis em baile funk alertou autoridades
Durante a madrugada, um baile funk ocorrido na comunidade também chamou atenção das autoridades. Segundo Curi, fuzis foram abertamente exibidos durante o evento. A polícia já apura o envolvimento de traficantes armados no episódio.
Paralelamente, outras frentes de operação foram deflagradas na região. Agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Delegacia do Consumidor (Decon) e da Delegacia de Meio Ambiente (Dema) cumpriram 10 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos, estava uma fábrica de gelo suspeita de irregularidades sanitárias e ambientais, como contaminação por coliformes fecais. Os policiais também investigam o fornecimento irregular de água e energia elétrica.





