A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizará, na próxima terça-feira, a maior devolução coletiva de celulares roubados ou furtados já registrada no estado. A corporação vai entregar 1,6 mil aparelhos recuperados por meio da Operação Rastreio, força-tarefa criada para desarticular a cadeia criminosa que envolve roubos, furtos, receptação e revenda ilegal de telefones.
Desde as primeiras horas desta semana, vítimas identificadas pela investigação vêm recebendo ligações e mensagens via WhatsApp com orientações sobre local, horário e documentação necessária para a retirada. O procedimento ocorre de forma descentralizada e envolve unidades policiais em diferentes regiões do estado.
Desde maio, 10 mil aparelhos recuperados
A Operação Rastreio vem ampliando o alcance da repressão ao mercado ilegal de smartphones desde maio deste ano. Nesse período, foram recuperados 10 mil aparelhos, dos quais 2,8 mil já voltaram às mãos de seus donos legítimos. As investigações também resultaram na prisão de mais de 700 suspeitos ligados à prática de roubos, furtos e ao comércio clandestino desses equipamentos.
Maior evento de devolução do estado
A entrega agendada para terça-feira superará o recorde de julho, quando 1,4 mil celulares foram devolvidos em um auditório lotado na Cidade da Polícia. Na ocasião, longas filas se formaram antes mesmo da abertura dos portões, reflexo do impacto social e emocional provocado pelo furto de aparelhos, que hoje concentram registros pessoais, documentos digitais, serviços bancários e mecanismos de autenticação.
Segundo agentes envolvidos na ação, a iniciativa não apenas alivia prejuízos individuais como ajuda a enfraquecer financeiramente organizações criminosas que lucram com a revenda de smartphones adulterados ou destinados a desmanches.
Convocação das vítimas
Os proprietários localizados pela investigação são avisados diretamente pela Polícia Civil. Para retirar o aparelho, é necessário apresentar documento oficial e comprovação da titularidade, como nota fiscal, caixa original, número do IMEI ou boletim de ocorrência.
As autoridades orientam que vítimas que tiveram o celular roubado ou furtado e ainda não foram contactadas mantenham o registro atualizado no sistema da polícia, pois novas fases de devolução devem ocorrer à medida que outros aparelhos forem identificados.
A corporação afirma que continuará intensificando operações em lojas, depósitos clandestinos e pontos de revenda já mapeados, reforçando que a compra de aparelhos sem procedência conhecida alimenta diretamente a rede criminosa combatida pela Rastreio.






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