Polícia prende suspeito de execução de jornalista e vereador em Maricá

A tecnologia foi fundamental para elucidar o assassinato do jornalista Romário da Silva Barros, há quatro anos, em Maricá, na Região Metropolitana do Rio. Uma análise de biometria corporal do suspeito Rodrigo José Barbosa da Silva comprovou que seu tipo físico era compatível com o do assassino. As imagens captadas por câmeras de segurança no…

A tecnologia foi fundamental para elucidar o assassinato do jornalista Romário da Silva Barros, há quatro anos, em Maricá, na Região Metropolitana do Rio. Uma análise de biometria corporal do suspeito Rodrigo José Barbosa da Silva comprovou que seu tipo físico era compatível com o do assassino. As imagens captadas por câmeras de segurança no local do crime foram comparadas com as fotos de redes sociais do acusado, que tem uma característica pouco comum: joelhos valgos, ou seja, em forma de “x”.

O joelho valgo, conforme definição de ortopedistas, é um desalinhamento nas pernas. Quando se analisa uma pessoa de frente, percebe-se que os joelhos ficam próximos e para dentro, enquanto os pés se afastam. O laudo da Divisão de Evidências Digitais e Tecnológicas (Dedit) da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Rio (MPRJ) trouxe essa característica do suspeito, preso pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) e promotoria na manhã desta quinta-feira.

— Dentre outras provas, amealhadas no curso da investigação pela DHNSG, foi realizada também análise de biometria pela Dedit do MPRJ, em que foram confrontadas características do executor que aparece no vídeo com o denunciado Rodrigo. Além de características como altura, foi identificado que o executor que aparece no vídeo do homicídio possui um padrão de joelho condição valgo. Observando as imagens de fontes abertas, foi identificado no denunciado também esse padrão — explicou o coordenador do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do MPRJ, o promotor Fábio Corrêa.

Rodrigo José Barbosa da Silva é suspeito de envolvimento nos três assassinatos, e foi preso na operação na manhã desta quinta-feira. O jornalista Romário da Silva Barros foi morto com tiros no rosto e no pescoço, em Maricá, em junho de 2019. O vereador Ismael Breve de Marins e seu filho, o advogado Thiago André Marins, foram mortos a tiros dois meses depois. Os corpos foram encontrados em casa, no bairro Zacarias, também no município.

Além de Rodrigo, uma mulher identificada como Vanessa da Matta, conhecida como Vanessa Alicate, também foi detida na ação. Ela é suspeita de participar das mortes do parlamentar e de seu filho.

A ação é da Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio. Ao todo, três mandados de prisão foram expedidos. Um dos acusados está foragido, identificado como subtenente reformado Davi de Souza Esteves, apontado como envolvido no homicídio de Ismael e Thiago. Também foram expedidos quatro mandados de busca e apreensão.

Segundo as investigações do Gaeco e da DHNSG, Romário da Silva Barros foi assassinado em razão de seu trabalho como jornalista investigativo em Maricá. Os investigadores descobriram que os acusados Rodrigo e Davi monitoraram a vítima, e a atacaram quando voltava de uma caminhada. O repórter foi surpreendido e não teve possibilidade de reação.

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