A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (18), um homem que é apontado por agentes das forças policiais como “matador” da milícia de Rio das Pedras, um dos mais conhecidos grupos paramilitares em atuação na Zona Oeste do Rio.
Otávio Rodrigues Brito, de 30 anos, foi capturado quando estava internado no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, devido a problemas de saúde. Ele tinha dois mandados de prisão expedidos pela Justiça em aberto por homicídio qualificado e associação criminosa.
Ele é apontado como homem de confiança de Taillon de Alcantara Pereira Barbosa, preso pela PF no fim de outubro de 2023 após ter sido alvo de um ataque orquestrado pelo Comando Vermelho (CV). Na ocasião, os atiradores se confundiram devido à semelhança física entre Taillon e o médico Perseu de Almeida, morto a tiros com outros dois colegas em um quiosque na Barra.

Otávio chegou a ser detido em janeiro de 2023 na ação que resultou na morte de Rodrigo Dias, o Pokemon, na Zona Oeste do Rio. Apontado na época como um dos líderes da milícia de Rio das Pedras e Muzema, ele estava na garupa de uma moto quando atirou em agentes, sendo baleado em seguida, segundo a polícia. Otávio pilotava a moto.
Em novembro daquele ano, acabou sendo investigado pelo assassinato de Jefferson Ricardo de Vasconcelos Ferreira. Imagens obtidas de câmeras de segurança pela Polícia Civil à época registraram o momento em que a vítima foi levada de uma loja por Otávio e outro comparsa antes de ser morta.
Ele foi apontado como envolvido no assassinato de Nathan Ferreira Pereira, morto em fevereiro de 2024. Investigações indicam que ele se relacionava com a ex-namorada de Otávio. Segundo a Polícia Civil, os criminosos tiveram acesso a uma troca de mensagens pelo WhatsApp, e que a vítima teria escrito que “milicianos tinham que morrer e que não valiam nada”.
Nathan morava na Gardênia Azul, favela na Zona Oeste do Rio dominada pelo Comando Vermelho. Ainda de acordo com as investigações, os milicianos suspeitaram que ele estaria levando informações da atuação do grupo paramilitar ao tráfico. Segundo a Polícia Civil, Nathan foi levado por Otávio e outros comparsas em um carro até o Rio das Pedras, onde foi morto a tiros. O corpo dele nunca foi localizado.
A Agenda do Poder não encontrou representantes legais de Otávio para que se manifestassem sobre a prisão. O espaço segue aberto a manifestações.






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