Polícia prende integrante do PCC que levava dois jet-skis para ‘socorrer’ vítimas da tragédia das chuvas do Sul

Operação resultou na prisão de nove pessoas suspeitas de integrarem o PCC e de praticarem crimes como agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão na capital paulista

Durante uma operação conjunta da Polícia Militar e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), realizada nesta terça-feira (7), foi preso um suspeito de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) que estaria indo para o Rio Grande do Sul com dois jet skis, supostamente para auxiliar as vítimas da tragédia que castiga o estado.

A operação resultou na prisão de nove pessoas suspeitas de integrarem o PCC e de praticarem crimes como agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão na capital paulista e em diversas cidades do estado.

Conforme informações do coronel Valmor Racorti, responsável pelo policiamento do Choque, o suspeito foi localizado em Santa Catarina, enquanto se deslocava para o Rio Grande do Sul.

Horas antes da prisão, o suspeito havia publicado nas redes sociais fotos dentro de uma van e rebocando dois jet skis, afirmando estar a caminho do Rio Grande do Sul. Na residência do suspeito, localizada em São José dos Campos, foram encontrados onze relógios de luxo, pinos de cocaína e munições de diversos calibres. O suspeito é empresário de MCs de música funk.

A operação, denominada Khalifa, investiga membros do PCC que atuavam no bairro do Brás, em São Paulo, e em várias cidades da região do Alto Tietê, como Mogi das Cruzes, Arujá, Suzano, Poá, Santa Isabel e São José dos Campos. Foram cumpridos onze mandados de prisão temporária, nove dos quais foram efetuados, além de dezessete mandados de busca e apreensão. Estima-se que os indivíduos tenham emprestado como agiotagem pelo menos R$ 20 milhões somente no ano passado.

A promotora Flávia Torres, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-SP, afirmou que a investigação teve início em 2023, mas os crimes ocorriam desde pelo menos 2020. Os presos viviam em residências situadas em áreas nobres e ostentavam carros de luxo.

Para o promotor Frederico Vieira Silvério, também do Gaeco, as operações recentes contra o PCC evidenciam que a facção está diversificando suas fontes de renda, atuando não apenas no tráfico e roubo, mas também em atividades criminosas lucrativas, menos violentas e de menor risco.

Os suspeitos emprestavam dinheiro para empresários, utilizando o nome do PCC para pressioná-los nas cobranças, chegando até a invadir estabelecimentos comerciais para subtrair bens como forma de pressão.

Com informações de O Globo.

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