Polícia prende ex-motorista acusado de manter socialite em cárcere por 10 anos

osé Marcos, réu por tentativa de feminicídio contra a viúva do fundador da Copag, estava foragido desde novembro e é acusado de manter Regina Lemos Gonçalves isolada em seu apartamento em Copacabana.

A Polícia Civil prendeu José Marcos Chaves Ribeiro, ex-motorista da socialite Regina Lemos Gonçalves, viúva do empresário Nestor Gonçalves, fundador da Copag. Ele era considerado foragido desde novembro de 2024 e respondia a acusações graves, incluindo tentativa de feminicídio, sequestro, cárcere privado, violência psicológica e furto qualificado.

Acusações de cárcere e violência

Segundo a família da vítima, José Marcos teria mantido Regina isolada durante uma década no apartamento do Edifício Chopin, em Copacabana, vizinho ao Copacabana Palace, impedindo-a de manter contato com amigos e parentes. O caso veio a público em abril de 2024, após reportagem exibida no Fantástico. A Promotoria denunciou o motorista com base em laudos médicos, depoimentos e documentos, além de apontar um episódio grave: em dezembro de 2021, Regina foi internada com uma lesão na cabeça, passou por cirurgia e recebeu alta em janeiro de 2022, sem que ninguém da família fosse informado.

A socialite Regina Lemos Gonçalves e o ex-motorista José Marcos Chaves Ribeiro. — Foto: Reprodução/TV Globo

Disputa pelo patrimônio milionário

Além das acusações criminais, o caso envolve uma disputa judicial pela administração do patrimônio de Regina. Em 2021, foi registrada uma escritura de união estável entre os dois, quando ele tinha 50 anos e ela, 85. O documento incluía laudos psiquiátricos atestando a sanidade da socialite, mas foi contestado pela família, que acusa José Marcos de tentar aplicar um golpe financeiro e patrimonial em conluio com advogados e ex-funcionários.

Palavras da vítima

Em nota divulgada pelo empresário João Chamarelli, representante da família, Regina declarou: “Sou uma sobrevivente da sanha inescrupulosa de um facínora e de ambiciosos sem limites. Quero ver punidos, presos.” O desfecho da prisão reacende a expectativa de julgamento e pode marcar um capítulo decisivo na batalha judicial que se arrasta há anos em torno de uma das famílias mais conhecidas do Rio de Janeiro.

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