Policiais civis da 132ª DP, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, prenderam neste domingo a mãe e o padrasto de uma criança de 1 ano e 2 meses suspeitos de tortura. O casal foi autuado em flagrante após a identificação de lesões incompatíveis com a versão apresentada pelos responsáveis.
A investigação começou quando a equipe médica que atendeu a criança em uma unidade de saúde do município desconfiou da natureza dos ferimentos e acionou a Polícia Civil. Segundo os profissionais, as marcas apresentavam características típicas de agressões físicas.
Diante das suspeitas, os responsáveis alegaram que a criança teria sido atacada por um animal filhote, versão que passou a ser apurada pelas autoridades.
Versão desmentida pela perícia
A partir de diligências, coleta de depoimentos e análise técnica, os policiais identificaram inconsistências no relato do casal. O trabalho investigativo incluiu exames periciais e levantamento de informações que indicaram que os ferimentos não tinham origem acidental.
Com base nos laudos e nas evidências reunidas, a polícia concluiu que as lesões foram provocadas por ação humana violenta, o que levou à prisão em flagrante dos suspeitos. Após receber atendimento médico, a criança teve alta e foi entregue ao pai.
Outro caso mobiliza investigação
Na capital, um outro caso envolvendo violência contra criança também é investigado. O padrasto de uma menina de 1 ano e 9 meses foi preso sob suspeita de envolvimento na morte da criança.
De acordo com as investigações, o homem apresentou contradições durante o depoimento e posteriormente confessou as agressões. O caso ocorreu na última quinta-feira, na comunidade do Quiririm, em Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio.






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