A polícia dos Estados Unidos intensificou neste domingo (15) as buscas por Vance L. Boelter, de 57 anos, suspeito de assassinar a deputada estadual Melissa Hortman e seu marido, Mark Hortman, durante a madrugada de sábado (14), na cidade de Brooklyn Park, Minnesota. O crime chocou o estado e acendeu um alerta sobre ameaças políticas.
Melissa, do Partido Democrata, atuou como presidente da Câmara dos Representantes de Minnesota entre 2019 e 2025 e ganhou notoriedade por sua atuação em pautas como a ampliação dos direitos ao aborto e a legalização do uso recreativo da maconha. Ela e o marido foram mortos a tiros dentro de casa.
Antes de assassinar o casal, o suspeito atacou o senador estadual John Hoffman e sua esposa, em Champlin, cidade vizinha. Ambos sobreviveram após passarem por cirurgia. Hoffman, também democrata, preside o Comitê de Serviços Humanos do Senado local. Segundo o governador de Minnesota, Tim Walz, os médicos estão “cautelosamente otimistas” quanto à recuperação do casal.
Walz classificou o caso como “violência política direcionada” e ressaltou a gravidade da situação em um estado onde o controle legislativo é dividido entre democratas e republicanos.
O Departamento de Apreensão Criminal de Minnesota informou que a polícia trocou tiros com o suspeito após o ataque em Brooklyn Park. Boelter fugiu a pé, abandonando um carro que continha uma lista com nomes de parlamentares e outras autoridades. A descoberta reforçou a suspeita de que o ataque foi planejado com motivação política.
Boelter, que trabalha para uma empresa de segurança e tem histórico de treinamento militar, usava uma máscara no momento dos ataques, segundo o FBI, para evitar ser identificado. A agência federal anunciou uma recompensa de 50 mil dólares por informações que levem à sua captura.
Como medida de segurança, uma ordem de confinamento domiciliar foi emitida no sábado (14) para um raio de três milhas a partir do campo de golfe Edinburgh, em Brooklyn Park, onde as buscas estão concentradas. As autoridades orientaram os moradores a não abrirem a porta para supostos policiais desacompanhados e a ligarem para o número de emergência 911 para confirmar a identidade de qualquer agente.

O presidente Donald Trump se pronunciou em nota divulgada pela Casa Branca, condenando o ataque e informando que o FBI está apoiando os esforços de investigação.
“Fui informado sobre o terrível tiroteio ocorrido em Minnesota, que parece ter sido um ataque direcionado contra legisladores estaduais. Uma violência tão horrível não será tolerada nos Estados Unidos da América. Deus abençoe o grande povo de Minnesota, um lugar verdadeiramente grandioso!”, declarou o presidente.
Enquanto a caçada ao suspeito continua, as autoridades reforçam a segurança de outros legisladores e alertam para o risco de novos atentados. O caso levanta preocupações sobre a escalada da violência política no país e reacende o debate sobre proteção a representantes eleitos em nível estadual.
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