Os dois policiais militares presos em flagrante nessa terça-feira (31) atuando como seguranças de milicianos serão expulsos da corporação. A decisão é do governador Cláudio Castro, informa Paulo Cappelli.
O 3º sargento Bruno e Silva Affonso e o cabo Felipe Ferreira da Silva foram detidos na operação da Polícia Federal. Os dois faziam a escolta do Taillon de Alcântara Barbosa e de seu pai, Dalmir, que chefiam uma das maiores milícias da região.
Tanto o sargento quanto o cabo já foram autuados por participação em organização criminosa e serão submetidos diretamente ao Conselho de Disciplina da Polícia Militar, sem necessidade de instauração de inquérito policial (IPM). A medida visa agilizar a expulsão.
O Conselho de Disciplina julga aspirantes a oficiais da PM e praças “presumivelmente incapazes de permanecerem como policiais militares da ativa”. Cabe ao comandante-geral da corporação, em última instância, julgar os processos oriundos do conselho.
Na PM, Bruno e Silva Affonso recebia remuneração mensal bruta de R$ 9 mil.
Já o salário fixo de Felipe Ferreira da Silva era de R$ 7,2 mil, acrescidos de um extra de R$ 3,2 mil por participar do Regime Adicional de Serviço (RAS), que prevê pagamento por horas trabalhadas no período de folga.
Ao determinar a expulsão do sargento e do cabo, Cláudio Castro disse ao secretário da Polícia Militar, coronel Luiz Henrique Pires, que a punição servirá de “exemplo” para PMs que cogitem se aproximar da milícia.
Um sargento reservista do Exército também foi preso fazendo a escolta dos milicianos.
Taillon de Alcântara Barbosa era o verdadeiro alvo de traficantes que, por engano, mataram três médicos na Barra da Tijuca no mês passado, devido à semelhança física do miliciano com um dos médicos. Após o erro, os assassinos foram “condenados” e mortos pelo tribunal do Comando Vermelho (CV).





