Miliciano Taillon reforçou segurança pessoal após morte de médicos por engano na Barra da Tijuca

O miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa reforçou sua segurança pessoal após execução em quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ele seria o alvo do ataque, que acabou com três médicos mortos por engano. Taillon, seu pai (Dalmir Pereira Barbosa) e três de seus seguranças — dentre eles dois policiais militares…

O miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa reforçou sua segurança pessoal após execução em quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ele seria o alvo do ataque, que acabou com três médicos mortos por engano. Taillon, seu pai (Dalmir Pereira Barbosa) e três de seus seguranças — dentre eles dois policiais militares e um sargento reformado do Exército Brasileiro — foram presos na última terça-feira em uma operação da Polícia Militar e do Ministério Público.

O sargento da Polícia Militar Bruno e Silva Affonso, lotado no 23º BPM (Leblon), e o cabo Felipe Ferreira da Silva, da Ajudância-Geral da PM, foram submetidos ao Conselho de Disciplina da corporação após a prisão em flagrante de ambos. Segundo a corporação, a situação em que foram detidos configura “transgressão da disciplina de natureza grave, independente de responsabilização nas esferas civil e criminal”.

Em depoimento na sede da Polícia Federal, no Centro do Rio, Affonso afirmou ter sido procurado por Taillon logo após a morte dos médicos — Perseu Ribeiro Almeida, Diego Ralf de Souza Bomfim e Marcos de Andrade Corsato. O agente também disse que, naquele dia, foi “até a casa de Taillon por volta das 12h40 para realizar a segurança” do paramilitar. Affonso era quem estava no veículo, um Corola Cross blindado, com o miliciano. Em outro carro estavam Silva e o sargento do Exército, Adilson Alves da Costa.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, na mesma data, Affonso — que estava escalado para serviço entre 9h e 18h no 23º BPM — solicitou autorização para sair às 12h30. À corporação, o policial alegou precisar levar sua mãe ao médico.

No momento da prisão dos policiais, a PF apreendeu uma pistola Bereta, calibre 9 milímetros, que pertence à Polícia Militar. O armamento pertencia ao cabo Silva.

Segundo a PM, o militar respondeu à Comissão de Revisão Disciplinar em 2021, por envolvimento com grupo paramilitar. O processo, no entanto, foi arquivado em novembro de 2022.

Com informações do GLOBO.

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