Os 17 policiais militares, incluindo oficiais e um coronel, denunciados por envolvimento com a milícia que opera na Zona Oeste do Rio, chegavam a atuar como motoristas de escoltas armadas para os criminosos. Eles transportavam milicianos entre as comunidades de Bateau Mouche, Barão, São José Operário, Campinho, Fubá, Chacrinha e Quiririm.
Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), os PMs também repassavam informações privilegiadas sobre operações policiais e vendiam armas e munições apreendidas a traficantes.
Entre os denunciados está o coronel Marcelo Moreira Malheiros, ex-comandante do 2º CPA e que chegou a ser cotado para assumir o cargo de secretário da PM. A Justiça Militar determinou a suspensão do exercício da função pública e do porte de armas dos policiais, além de outras medidas cautelares.
As investigações contaram com informações da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil do Rio e mostram que os policiais militares facilitavam a atuação da milícia, informando locais exatos para incursões e detalhando trajetos para evitar erros nas comunidades.
Em um dos diálogos interceptados, um miliciano orienta os policiais sobre onde realizar ações, enquanto outro PM informa sobre um “treino em outro ambiente”, referindo-se à ausência de operações policiais na área de atuação do grupo. O mesmo PM avisa que comunicará a milícia sobre operações com um dia de antecedência.
Nesta quinta-feira (27), o MP cumpriu 37 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos acusados. Os crimes pelos quais eles podem responder incluem prática de milícia, extorsão, comércio ilegal de armas de fogo e corrupção passiva.
Com informações de O Globo
Os policiais denunciados estavam lotados em diversos batalhões e unidades da PM, como o 5º BPM (Gamboa), 9º BPM 2ª CIA (Honório Gurgel), 15º BPM (Duque de Caxias), 18º BPM (Freguesia), 20º BPM (Mesquita), 40º BPM (Campo Grande) e 41º BPM (Colégio). Outras unidades envolvidas são o Departamento Geral do Pessoal, o Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (RECOM), o BPChoque e a Diretoria de Licitações e Projetos, todos localizados no Centro do Rio.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou, por meio de nota, que a Corregedoria Geral está apoiando e colaborando com a operação do Ministério Público e que a corporação não compactua com desvios de conduta, punindo os envolvidos após a comprovação dos fatos, o que pode resultar na exclusão dos policiais.
Com informações de O Globo





