Uma operação policial ocorrida no Centro do Rio há quase dez anos voltou ao centro das atenções após a Justiça condenar o Estado a indenizar um policial militar baleado durante uma tentativa de resgate do traficante conhecido como “Fat Family”, ligado ao Morro Santo Amaro, no Catete.
A decisão foi assinada pela juíza Alessandra Cristina Tufvesson de Campos Melo, da 8ª Vara de Fazenda Pública da Capital. O Estado foi condenado a pagar R$ 150 mil por danos morais ao policial Fábio Ferreira, além de R$ 50 mil para a esposa e o filho dele.
A sentença também determina o pagamento de pensão vitalícia equivalente a um salário mínimo para o PM, além de custear tratamento psicológico e psiquiátrico da família. A esposa do policial ainda deverá receber lucros cessantes por ter deixado o trabalho para acompanhar os cuidados com o marido.
Confronto no Souza Aguiar
O caso aconteceu na madrugada de 19 de junho de 2016, em frente ao Hospital Souza Aguiar. Segundo o processo, Fábio Ferreira estava de folga e levou um amigo, identificado como Ronaldo, para atendimento médico na unidade.
Naquele momento, criminosos armados tentavam resgatar Nicolas Labre Pereira de Jesus, conhecido como “Fat Family”, apontado pelas autoridades como chefe do tráfico no Morro Santo Amaro e que estava internado sob custódia policial.
Ainda de acordo com a ação, Fábio e o amigo chegaram a se render aos criminosos, mas acabaram no meio do tiroteio após a chegada de policiais militares ao local. Ronaldo morreu após ser atingido por disparos. Já Fábio foi baleado oito vezes e sofreu ferimentos graves.
Falhas na segurança
O processo aponta que já existiam informações prévias sobre a possibilidade de uma tentativa de fuga do traficante. Mesmo assim, apenas dois policiais teriam sido designados para fazer a custódia do suspeito no hospital.
A decisão judicial reconheceu a responsabilidade do Estado diante das circunstâncias do caso e dos danos sofridos pelo policial e sua família.
O processo é conduzido pelo advogado João Tancredo.






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