Plano de Sarrubbo na Secretaria de Segurança é fazer a integração entre polícias federais e estaduais e ministérios públicos

Plano já foi utilizado com sucesso pelo MP-SP em ações do Gaeco contra o crime organizado e uma das razões de seu convite

O governador Tarcísio de Freitas foi avisado hoje à noite pelo atual procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, sua decisão de deixar o comando do Ministério Público estadual antes do fim de seu mandato, em abril, para aceitar o convite do futuro ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e assumir a Secretaria de Segurança Pública.

A prioridade do procurador no cargo, segundo a jornalista Vera Magalhães, do Globo, será promover a integração entre as polícias Federal e estaduais e entre as polícias e os ministérios públicos, como forma de acabar com a compartimentação de ações, dados e investigações. O método de trabalho já foi adotado no MP-SP nas ações do Gaeco, o grupo especial de repressão ao crime organizado que foi uma das razões para o convite a Sarrubbo.

A ideia de que todos devem estar na mesma mesa para a eficiência de ações de combate a crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e tráfico de armas, principalmente para que haja sucesso nas ações de inteligência e estrangulamento financeiro desses grupos, está no cerne do sucesso do Gaeco em operações e indicadores como recorde em apreensões e prisões.

Agora só falta definir a data em que o futuro secretário vai assumir. Ele gostaria de se apresentar no Ministério no início de março, mas Lewandowski pediu para ele antecipar a troca para os últimos dias de fevereiro. Ainda está em discussão como se dará a sucessão na Procuradoria-Geral de Justiça. A maior possibilidade é de que a indicação do novo procurador seja antecipada.

A opção de Lewandowski por Sarrubbo surpreendeu aqueles que esperavam maior influência do PT sobre o novo ministro. Segundo interlocutores do futuro ministro, houve resistência das polícias à ideia de que a secretaria passasse a ser comandada por nomes de perfil mais acadêmico ou que sejam defensores da ideia, consolidada na esquerda, na qual as polícias são vistas com reserva e com viés sempre negativo.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF e presidente do TSE, teve forte influência na escolha. Também ele ex-integrante do MP-SP, é amigo de longa data do procurador e entusiasta das realizações de sua gestão e da filosofia de trabalho.

Mesmo entre o time de Dino a opção pelo procurador paulista surpreendeu positivamente. Só houve certo mal-estar com a confirmação de que o novo ministro vai mesmo mudar as peças da pasta sem conversar com os antigos ocupantes, sobretudo os cargos designados ao PSB. Um dos demissionários diz que não parece uma sucessão dentro do mesmo governo.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading