PL x PT: Justiça do Rio rejeita ação de Rogério Amorim contra Leonel de Esquerda

Processo foi motivado por fala do petista em plenário sobre suposto repasse da Cedae ao Ceperj por meio da Secretaria de Defesa do Consumidor em 2022, quando a pasta era chefiada pelo atual líder do PL na Câmara do Rio

A Justiça do Rio rejeitou, nesta segunda-feira (16), a ação movida pelo líder do PL na Câmara, Rogério Amorim, contra o vereador Leonel de Esquerda (PT). O processo foi motivado por declarações do petista em plenário sobre um suposto repasse de R$ 5 milhões da Cedae ao Ceperj em 2022, época em que Amorim chefiava a Secretaria estadual de Defesa do Consumidor

As declarações que motivaram o processo foram feitas em novembro do ano passado, quando o vereador do PT acusou o bolsonarista, com base numa reportagem publicada à época, de não ter “respondido onde estão os R$ 5 milhões da Casa do Consumidor”.

O embate havia começado logo após Amorim criticar o opositor que havia comemorado a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cantando Beth Carvalho na tribuna — o que chegou a gerar repreensão do presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), por causa da cantoria.

Na ação, Amorim pedia que o parlamentar fosse impedido de voltar a tratar do tema, além de solicitar retratação pública e indenização por danos morais. A juíza responsável negou todos os pedidos. A defesa de Leonel foi conduzida pelo advogado Carlos Nicodemos.

Caso já havia sido analisado pelo Conselho de Ética da Câmara

Antes de chegar à Justiça, o episódio foi alvo de representação no Conselho de Ética da Câmara do Rio. Em dezembro de 2025, o colegiado decidiu encerrar o caso sem dar prosseguimento à denúncia.

À época, Amorim argumentou que a acusação havia sido feita sem provas e configuraria ofensa à sua honra, negando qualquer irregularidade relacionada à sua atuação como secretário de Defesa do Consumidor.

Após a decisão judicial, Leonel afirmou que a ação representava uma tentativa de limitar sua atuação parlamentar. “O que incomoda é a existência de um mandato que faz oposição consistente ao bolsonarismo e cobra explicações sobre o uso de recursos públicos. Tentaram me impedir de disputar uma eleição e agora buscam limitar minha atuação parlamentar, mas ninguém vai calar a voz do meu eleitor”, disse.

Rogério Amorim promete recorrer

O líder do PL voltou a negar as acusações e disse que pretende recorrer da decisão. “A classe política precisa dar o exemplo e o respeito. O vereador fez acusações graves e mentirosas no parlamento — falas criminosas, as quais eu repudio com veemência. Eu confio nas instituições e o processo seguirá, pois cabe recurso. Lacração às custas da reputação alheia se resolve na Justiça”, declarou Rogério Amorim.

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