O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, anunciou nesta quinta-feira (19) que deixará o comando da corporação para disputar as eleições de 2026. A declaração foi feita durante um almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais, realizado no Hotel Fairmont Rio de Janeiro Copacabana.
Curi, que ocupava o cargo há cerca de um ano e meio, participou do evento como palestrante e chegou acompanhado do senador Flávio Bolsonaro. Durante sua fala, ele confirmou a decisão de se afastar da função e justificou a entrada na política como um passo necessário para promover mudanças estruturais na segurança pública.
Saída para disputar mandato
Ao anunciar sua licença, Curi destacou que sempre teve perfil técnico, mas passou a enxergar a política como ferramenta essencial para enfrentar a criminalidade de forma mais eficaz.
“Estou me licenciando da Polícia Civil. Nunca gostei de política, sou um profissional técnico e de atuação operacional. Mas quem vive e faz segurança pública de verdade sabe que não é problema de polícia. A transformação é feita pelas leis. E eu sei o que precisa ser mudado”, afirmou.
O agora ex-secretário informou que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília. Segundo ele, o trabalho das forças de segurança no estado já extrapola suas atribuições, o que evidencia a necessidade de mudanças no arcabouço legal.
Defesa de mudanças na legislação
Antes do início do evento, Curi reforçou que o combate à criminalidade no Rio depende de ajustes em nível federal. Para ele, as polícias têm atuado além de suas competências, o que limita os resultados no enfrentamento ao crime organizado.
“O trabalho que as polícias fazem no Rio ultrapassa muito o trabalho da polícia. Então, é uma demanda que precisa de mudanças legislativas no âmbito federal”, explicou.
Negativa de interferência política
Curi também comentou críticas recentes envolvendo a atuação da Polícia Civil, especialmente em relação à prisão do vereador Salvino. O prefeito Eduardo Paes havia levantado suspeitas sobre possíveis motivações políticas na investigação.
O secretário negou qualquer tipo de interferência e afirmou que a instituição atua com independência.
“Da nossa parte, não há embate político. Nosso trabalho é isento, legítimo e imparcial. Não vamos permitir qualquer tipo de ingerência ou manobra para interferir no trabalho da Polícia Civil”, declarou.






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