Faltando pouco mais de três meses para as eleições municipais, o PL indicou que, no Rio de Janeiro, deseja uma mulher evangélica para ser vice-prefeita na chapa de seu pré-candidato, o deputado federal Alexandre Ramagem. MDB, Republicanos e União Brasil já indicaram nomes com esse perfil.
Candidata a deputada federal pelo PL em 2022, a ex-deputada estadual Rosane Félix, hoje no MDB, desponta como favorita. Dirigentes de ambos os partidos já teriam avalizado o nome, ligado à Assembleia de Deus, mas há um contratempo: Rosane tem indicado a preferência por concorrer a vereadora.
Em 2022, após um mandato na Assembleia Legislativa do Rio, Rosane tentou voos mais altos para a Câmara Federal e terminou sem cargo. Na ocasião, ela teve 38,5 mil votos e ficou na suplência. A avaliação é que, com essa votação, uma cadeira no Legislativo municipal, é dada como certa. Contudo, caso embarque com Ramagem, há o receio de não ser eleita.
O cenário no Rio é de favoritismo para o prefeito Eduardo Paes (PSD), que tenta a reeleição. De acordo com a pesquisa Quaest divulgada terça-feira, Paes tem 51% das intenções de voto. Segundo colocado, Ramagem tem 11%, mas está tecnicamente empatado com o pré-candidato do PSOL, Tarcísio Motta, que tem 8%. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Apesar da aparente recusa da ex-deputada, o secretário estadual de Transportes, Washington Reis, maior defensor de uma aliança entre a sua sigla, o MDB, e o PL ainda aposta nela:
— Rosane é evangélica, cantora gospel, carismática, gente boa, só tem a agregar ao PL. Confio muito no taco dela. Vamos fazer um trabalho de convencimento.
Outras opções
Como plano B, o MDB tem cogitado o pastor assembleiano Rafael Corato, que não se enquadra no perfil exigido pelo PL.
Além do MDB, a candidatura à vice na chapa de Ramagem tem sido negociada por Republicanos e União Brasil.
Até o início deste mês, o Republicanos estava numa aliança com Paes, mas o acordo começou a desandar com a investigação da Polícia Federal contra o deputado federal Chiquinho Brazão, que estava no União Brasil, mas era do grupo que havia começado a migrar para o Republicanos. Brazão chefiou a Secretaria municipal de Ação Comunitária até um mês antes de sua prisão, sob acusação de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco.
Ao cancelar uma licitação suspeita de fraude feita sob a gestão de Brazão e exonerar funcionários ligados ao Republicanos, Paes afastou o partido de sua pré-campanha. A legenda começou, então a negociar com o PL e apresentou o nome da deputada estadual Tia Ju, da Igreja Universal, como possível vice.
Já União Brasil considera retirar a pré-candidatura do deputado estadual Rodrigo Amorim e embarcar na campanha de Ramagem. A sigla apresentou como opção para a vice o vereador evangélico Alexandre Isquierdo, próximo ao governador Cláudio Castro (PL).
Com informações de O Globo





