Um helicóptero que prestava serviços para a Cedae foi atingido por tiros quando sobrevoava, nesta quarta-feira (14), o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. O episódio ocorreu em meio a uma intensa troca de tiros com criminosos durante mais uma fase da Operação Contenção, em ação em conjunto entre as polícias Civil e Militar.
O cinegrafista Allan Cavalcante Moraes, de 38 anos, que estava na aeronave foi atingido de raspão na panturrilha. Ele estava produzindo imagens do monitoramento ambiental dos rios Macacu e Guapiaçu, mananciais do Sistema Imunana-Laranjal quando foi ferido. Allan foi levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no mesmo município. De acordo com a Cedae, ele seria liberado ainda nesta quarta-feira.
O disparo entrou por uma das janelas do helicóptero e parou no banco da aeronave. Para agilizar o atendimento ao cinegrafista, o piloto pousou no Grupamento Aeromóvel (GAM) da Polícia Militar, em Niterói.
A operação policial teve o objetivo checar informações de inteligência levantadas pelas equipes de investigação. Segundo a PM, quatro homens que seriam criminosos foram baleados e levados para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat). São eles: Jonatas Ribeiro Passos, de 32 anos; Pierry André da Cruz, de 28; e dois homens pardos aparentando idade de 20 e 23 anos.. Não foram divulgadas informações sobre apreensões.
Esta nova investida ocorreu pouco mais de um mês após a primeira megaoperação no Salgueiro, que mobilizou mais de mil agentes de segurança e contou com o apoio de unidades especializadas. Assista ao vídeo:
Reduto de Rabicó
A região é considerada um dos principais redutos do tráfico de drogas no estado e é historicamente controlada por Antônio Ilário Ferreira, conhecido como Rabicó. Ele é apontado pela polícia como o principal chefe do tráfico no complexo e uma das lideranças mais influentes do Comando Vermelho (CV).
Segundo as investigações, Rabicó atua na área há mais de 30 anos e responde a processos por homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas, associação criminosa e porte ilegal de armas. De acordo com a Polícia Civil, mesmo em períodos em que esteve preso, o traficante continuou comandando ações criminosas por meio de comparsas.






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