O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina recuou 5,1% no primeiro trimestre de 2024 em relação ao mesmo período de 2023, conforme dados divulgados na noite desta segunda-feira (24) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) do país. Esse período de janeiro a março marca o primeiro trimestre completo do governo do presidente Javier Milei, que assumiu o cargo em dezembro do ano passado e anunciou uma série de medidas para cortar gastos e atingir o déficit fiscal zero.
Além disso, o PIB argentino encolheu 2,6% na comparação com o último trimestre do ano passado, marcando a segunda queda trimestral consecutiva. Com esses resultados, a economia argentina entrou em recessão técnica, definida pela queda da atividade econômica por dois trimestres seguidos.
A agência oficial Indec também divulgou que a taxa de desemprego na Argentina subiu para 7,7% no primeiro trimestre, em comparação com 5,7% no final do ano passado, resultando em cerca de 300 mil novos desempregados desde o trimestre anterior. A inflação acumulada atingiu 276,4%, exacerbando a crise econômica no país e colocando 41,7% dos 46,7 milhões de argentinos abaixo da linha da pobreza.
No comércio exterior, as importações da Argentina caíram 20,1% no primeiro trimestre, enquanto as exportações aumentaram 26,1%.
Com informações do Metrópoles.





