A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7) pela Polícia Federal (PF), avançou sobre pessoas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro e incluiu o cumprimento de um mandado de prisão temporária expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O alvo da ordem de prisão é Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro e apontado pelos investigadores como “operador financeiro” do ex-banqueiro nas movimentações investigadas pela PF.
A operação também cumpre dez mandados de busca e apreensão em diferentes estados e no Distrito Federal. Entre os alvos está o senador Ciro Nogueira. As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo. As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
PF aponta atuação financeira estratégica
Segundo a decisão judicial, a prisão temporária de Felipe Vorcaro foi determinada diante da suspeita de atuação direta na estrutura financeira investigada pela Polícia Federal.
Na decisão, André Mendonça afirmou que existem indícios de “risco de ocultação ou destruição de provas e atuação relevante na operacionalização financeira da suposta organização criminosa”.
Os investigadores suspeitam que Felipe teria desempenhado papel estratégico na movimentação financeira e societária de empresas relacionadas ao grupo investigado.
Até o momento, a defesa de Felipe Vorcaro não havia se manifestado publicamente sobre a operação.
Empresas ligadas ao investigado estão no radar
Engenheiro de formação, Felipe Vorcaro aparece como sócio da empresa CoastalPort Engenharia e de outras 13 companhias registradas em diferentes setores.
Entre elas está a MG Desenvolvimento Imobiliário, empresa que já foi mencionada em processos administrativos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Outra empresa ligada ao investigado é a Viking Participações, controlada por Daniel Vorcaro e apontada como holding patrimonial do grupo familiar.
As autoridades investigam possíveis operações financeiras consideradas suspeitas e movimentações patrimoniais que teriam sido utilizadas na estrutura investigada pela Polícia Federal.
Operação amplia pressão sobre núcleo político e empresarial
A nova etapa da Operação Compliance Zero elevou a pressão sobre o núcleo político e empresarial relacionado ao caso do Banco Master.
Além do mandado de prisão temporária, a operação inclui medidas de busca e apreensão em estados como Piauí, São Paulo e Minas Gerais, além do Distrito Federal.
A decisão do STF também autorizou bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões.
A Polícia Federal ainda não divulgou detalhes completos sobre os crimes investigados nem informou se novas fases da operação poderão atingir outros integrantes do grupo investigado.
Nos bastidores de Brasília, a operação é acompanhada com atenção devido ao alcance político da investigação e ao envolvimento de figuras influentes do Congresso Nacional.






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