A Polícia Federal investiga se recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro foram utilizados para custear despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que está em autoexílio nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo blog de Andreia Sadi, no g1.
Segundo investigadores, a principal linha de apuração busca esclarecer se os valores teriam sido oficialmente destinados à produção do filme Dark horse ou se essa justificativa foi usada apenas para viabilizar a transferência de recursos. A suspeita é de que parte do dinheiro possa ter sido desviada para financiar a permanência de Eduardo Bolsonaro no exterior.
Investigação tenta rastrear destino final dos recursos
Os investigadores trabalham com três hipóteses centrais: se o dinheiro foi efetivamente aplicado em um projeto audiovisual; se houve desvio de finalidade; ou se os recursos acabaram sendo usados para despesas pessoais e políticas relacionadas à estadia do parlamentar nos Estados Unidos.
Nos bastidores da investigação, também surgiram dúvidas sobre a participação do senador Flávio Bolsonaro nas negociações envolvendo os repasses. Flávio, pré-candidato à Presidência da República, teria participado de tratativas relacionadas aos recursos investigados.
A PF considera que o rastreamento do fluxo financeiro é peça fundamental para compreender a dimensão política e econômica das conexões envolvendo Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.
Lindbergh cita transferência de US$ 2 milhões
A suspeita sobre o uso do dinheiro para beneficiar Eduardo Bolsonaro ganhou repercussão após declarações do deputado federal Lindbergh Farias, publicadas em vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira (14).
“O filme era um código quando Flávio Bolsonaro falava com ele [Daniel Vorcaro]. O verdadeiro filme era livrar a cara de Jair Bolsonaro fazendo uma campanha contra o Brasil”, afirmou o parlamentar.
Segundo Lindbergh, cerca de US$ 2 milhões teriam sido transferidos por Vorcaro para um fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos. De acordo com o deputado petista, o advogado de Eduardo Bolsonaro seria um dos sócios ligados ao fundo citado.
Eduardo Bolsonaro, que atualmente vive no Texas, ainda não se pronunciou publicamente sobre as acusações e sobre a investigação conduzida pela Polícia Federal.
PF amplia pressão sobre núcleo político ligado ao caso
A investigação ocorre em meio ao aumento da pressão sobre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e pode abrir novas frentes de apuração sobre financiamento político e movimentações internacionais de recursos.
A depender do avanço das diligências, a PF deverá aprofundar a análise de documentos financeiros, contratos e eventuais transferências internacionais relacionadas ao caso.






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