PF investiga se autoridades receberam vantagens para favorecer Lulinha em órgãos públicos

Apurações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva estão em três inquéritos no STF, segundo informações da repórter Bela Megale, de O Globo

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A Polícia Federal investiga se autoridades públicas receberam vantagens indevidas para praticar atos de ofício com o objetivo de beneficiar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As apurações estão em fase inicial e integram três inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência.

Segundo informações da jornalista Bela Megale, repórter de O Globo, um dos principais objetivos dos investigadores é descobrir se integrantes do governo federal receberam recursos para favorecer Lulinha de maneira ilícita em órgãos públicos ou no Palácio do Planalto.

A PF também avalia convocar Lulinha para prestar depoimento presencialmente. De acordo com a apuração, os investigadores entendem que o comparecimento pessoal pode ajudar a esclarecer pontos relacionados às suspeitas investigadas.

Inquéritos tramitam no Supremo

Os três procedimentos envolvendo Lulinha tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Dois deles estão sob a relatoria do ministro André Mendonça, enquanto o terceiro é relatado pelo ministro Flávio Dino.

Lulinha vive na Espanha desde 2024 e passou a ser alvo das investigações em razão de sua relação com a lobista Roberta Luchsinger. Para os investigadores, ela teria papel relevante em um suposto esquema de tráfico de influência durante o terceiro mandato do governo Lula.

Roberta Luchsinger também é investigada em outro caso acompanhado pela Polícia Federal, relacionado a suspeitas de desvios de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Lulinha pode prestar depoimento

A possibilidade de depoimento presencial de Lulinha ocorre em meio ao avanço das investigações sobre eventual atuação de autoridades para beneficiá-lo. Até o momento, as apurações buscam esclarecer se houve pagamento ou recebimento de vantagens em troca de medidas favoráveis ao empresário.

O presidente Lula já declarou publicamente que, caso o filho seja formalmente acusado ou seja convocado pela Justiça, ele retornará ao Brasil para prestar os esclarecimentos necessários.

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, também afirmou que seu cliente comparecerá às autoridades caso seja chamado para depor. As investigações seguem sob análise do STF e da Polícia Federal.

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