PF divulga nome de 41 envolvidos na fraude bilionária da Americanas, um dos maiores pedidos de recuperação judicial do país

Suspeitos que colaborarem com a investigação poderão firmar acordos de ‘não persecução’ desde que admitam sua participação no esquema que causou um rombo superior a R$ 25 bilhões nas contas da empresa

A Polícia Federal divulgou esta segunda-feira (2) os nomes de 41 indivíduos suspeitos de envolvimento na fraude bilionária que resultou em um dos maiores pedidos de recuperação judicial da história do Brasil, da Americanas, no início do ano passado, conforme documentos analisados pela Reuters.

Os suspeitos que colaborarem com a investigação poderão firmar acordos de “não persecução”, desde que admitam sua participação no esquema que causou um rombo superior a R$ 25 bilhões nas contas da empresa. Esses acordos visam a oferecer benefícios processuais em troca de cooperação.

Os 41 suspeitos foram divididos em oito grupos, de acordo com o setor em que atuaram no esquema. Entre os principais implicados estão o ex-presidente-executivo Miguel Gutierrez e a ex-presidente da B2W, a unidade de varejo digital da Americanas, Anna Saicali. Ambos já haviam sido mencionados em investigações anteriores pela polícia.

Os outros citados pela PF são ex-funcionários e executivos de diferentes departamentos da Americanas, como contabilidade, relações com investidores e tecnologia da informação, de acordo com os documentos.

Gutierrez foi preso por um breve período em Madri no início deste ano, antes de ser libertado. Saicali entregou seu passaporte à polícia.

 No início de 2023, o presidente da Americanas, Sergio Rial, decidiu deixar o comando da companhia após a descoberta de “inconsistências em lançamentos contábeis” no valor de mais de R$ 20 bilhões.

Entre as inconsistências encontradas, estavam operações de financiamento de compras que não estavam “adequadamente refletidas” nas contas de fornecedores, vistas nas demonstrações financeiras do terceiro trimestre do ano passado.

Em outras palavras, a Americanas percebeu que o valor bilionário — que é referente aos primeiros nove meses de 2022 e anos anteriores — não havia sido registrado de forma apropriada nos balanços corporativos da empresa.

As ações da Americanas despencaram quase 80% na bolsa de valores no dia seguinte. Segundo Einar Rivero, da TradeMap, essa foi a maior queda diária de uma empresa de capital aberto na bolsa brasileira desde 2008.

Com informações do g1.

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