A Polícia Federal (PF) realizou na manhã desta terça-feira (2), uma operação desdobramento de uma investigação iniciada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, onde agentes apreenderam cerca de R$ 800 mil em espécie, armas de fogo e prenderam cinco suspeitos, entre eles um policial militar da ativa.
A nova fase da investigação buscou identificar a estrutura financeira de uma organização criminosa suspeita de atuar na lavagem de dinheiro no estado do Rio de Janeiro. A ação incluiu o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, além da prisão preventiva de um investigado no Aeroporto Internacional do Galeão.
Operação é desdobramento de ação em Niterói
Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram após uma operação realizada em março deste ano no Centro de Niterói. Na ocasião, cinco pessoas foram presas em flagrante dentro de uma agência bancária localizada na Avenida Ernani do Amaral Peixoto.
Durante a abordagem, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 800 mil em dinheiro vivo e armas de fogo. A partir desse material, a PF passou a investigar a possível existência de uma organização criminosa especializada na movimentação e ocultação de recursos de origem ilícita.
Nesta terça-feira, policiais da Unidade de Investigações Sensíveis da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (UIS/DELEFAZ) cumpriram um mandado de busca e apreensão em um imóvel na Barra da Tijuca.
De acordo com a investigação, o alvo da medida teria papel de comando operacional e financeiro dentro da organização. Ele seria responsável por recrutar pessoas para o transporte e a escolta de valores, além de coordenar movimentações financeiras suspeitas ligadas à lavagem de dinheiro.
Na noite de segunda-feira (1º), agentes da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE) prenderam preventivamente um dos investigados no Aeroporto Internacional do Galeão.
Tanto a prisão quanto o mandado de busca foram autorizados pela 2ª Vara Federal de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
Investigação continua
A Polícia Federal informou que a operação tem como objetivo reunir novas provas, identificar outros participantes do esquema e compreender o funcionamento da estrutura financeira utilizada pelo grupo.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa armada, lavagem de dinheiro e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, além de outros delitos que possam ser identificados ao longo das apurações.






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