A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 500 mil em dinheiro durante uma operação realizada nesta quinta-feira (5) na residência do governador do Acre, Gladson Cameli (PP), em Rio Branco. A ação, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), apura indícios de fraude em certificação aeronáutica, além de suspeitas de falsidade documental e corrupção.
A operação da Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do governador, localizada em um condomínio fechado da capital acreana. Além do dinheiro, os agentes recolheram dispositivos eletrônicos, que serão analisados no inquérito.
De acordo com a investigação, há indícios de um esquema estruturado de fraude na fase prática do exame para obtenção de registro de piloto, envolvendo possíveis irregularidades no processo de avaliação. A apuração também busca identificar a participação de instrutores, escolas de aviação e centros de prova.
Segundo informações apuradas, a suspeita é de que o esquema envolva uso indevido de influência para facilitar a certificação aeronáutica, o que pode configurar crimes de corrupção e falsidade documental.
Em nota divulgada após a operação, Gladson Cameli afirmou que recebeu os agentes da Polícia Federal em sua residência e colaborou com as autoridades. O governador declarou que o dinheiro apreendido é de origem privada, mantido como reserva financeira, e que a comprovação será apresentada à Justiça.
“Com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas. Mantenho-me sereno quanto ao ocorrido”, afirmou o governador.
Cameli também disse confiar na Justiça e classificou a operação como uma tentativa de perseguição política, mencionando a proximidade do período eleitoral.
Nas redes sociais, o governador costuma se apresentar como piloto e entusiasta da aviação. Em 2023, publicou vídeos relembrando a conclusão do curso de piloto privado em um aeroclube de Rondônia.
A Polícia Federal informou que não divulgará detalhes adicionais da investigação neste momento. O caso segue sob sigilo e tramita no STJ devido ao foro por prerrogativa de função do governador.






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