PF apreende cavalos avaliados em R$ 3 milhões e bloqueia mais de R$ 30 milhões em operação contra lavagem de dinheiro do narcotráfico

Animais estava em haras no interior de São Paulo inde ocorre a ação que mira operadores do transporte de cocaína entre Brasil e Itália,

A Polícia Federal (PF) realiza nesta sexta-feira (28) uma operação em cidades do interior de São Paulo  contra lavagem de dinheiro do narcotráfico internacional. Em um haras de Indaiatuba (SP) foram apreendidos dois cavalos avaliados, juntos, em R$ 3 milhões. Além disso, houve bloqueio de R$ 31,5 milhões em bens dos investigados por operar um esquema de transporte de cocaína entre América do Sul e Europa.

O esquema envolvia movimentações ilícitas por meio de contas de passagem, uso de dinheiro em espécie, empresas fictícias e a aquisição de bens de alto valor. A ação é um desdobramento da Operação Mafiusi, deflagrada em dezembro e que prendeu 10 pessoas envolvidas no esquema que movimentou cerca de R$ 2 bilhões ilegalmente.

Na 1ª fase, foram encontradas evidências de lavagem de dinheiro pela suposta organização criminosa e seu principal operador financeiro. “O esquema envolvia movimentações ilícitas por meio de contas de passagem, uso de dinheiro em espécie, empresas fictícias e a aquisição de bens de alto valor”, informou a PF.

Os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão. Além de Indaiatuba, um endereço em Santana de Parnaíba foi alvo. Ninguém foi preso nesta sexta-feira. As ordens de busca e apreensão foram autorizadas pela 23ª Vara Federal de Curitiba (PR).

Segundo a PF, a propriedade de Indaiatuba foi comprada recentemente pelo principal operador financeiro da organização e pela liderança do grupo. Um dos animais apreendidos nesta sexta vale R$ 2 milhões e o outro, R$ 1 milhão. Já o endereço em Santana de Parnaíba seria de um indivíduo identificado como um dos operadores do esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas.

As investigações, segundo a PF, mostram que o grupo envolvia uma rede complexa que operava principalmente por meio do Porto de Paranaguá, no Paraná, e por meio de aeronaves privadas. A entrada na Europa era pelo Porto de Valência, na Espanha. A droga era ocultada em contêineres com cargas como cerâmica, louça sanitária e madeira, afirmou a PF.

As investigações começaram em 2019 após a prisão de dois membros da máfia italiana em Praia Grande, litoral de São Paulo. A primeira fase foi um desdobramento da Operação Retis, que já havia desarticulado organizações criminosas responsáveis pela logística do tráfico de drogas no Porto de Paranaguá.

“Durante a operação, foi identificado que os traficantes que contratavam essa logística eram indivíduos de São Paulo, ligados a uma facção criminosas originária daquele estado, além de membros de uma organização mafiosa italiana que atuava no Brasil, sendo responsáveis pela intermediação da compra e envio da droga para o continente europeu”, afirmou a PF.

Com informações da PF e do G1

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