Petrobras atende a pedido do Ibama e prepara respostas mais detalhadas sobre perfuração na Foz do Amazonas

Presidente do Ibama pediu mais esclarecimentos sobre a proposta para mitigar riscos ambientas depois que parecer de técnicos do órgão recomendou o indeferimento do recurso da estatal e pediu o arquivamento do processo

A Petrobras informou nesta quarta-feira (30) que está preparando novas respostas detalhadas para os pedidos de informação feitos pelos pelo Ibama para analisar o pedido de reconsideração feito pela estatal ao indeferimento de uma licença para perfuração na área conhecida como Foz do Amazonas, na costa do Amapá, parte da chamada Margem Equatorial.

O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, pediu mais esclarecimentos à Petrobras sobre a proposta para mitigar riscos ambientas depois que um parecer de técnicos do órgão recomendou o indeferimento do recurso da estatal e pediu o arquivamento do processo. A direção do órgão não seguiu a orientação e avaliou que o melhor era aprofundar o diálogo com a empresa.

O Ibama pediu mais detalhes sobre a base de recuperação de fauna em caso de acidente com vazamento de óleo, em Oiapoque (AM), a 160 quilômetros do local de exploração de petróleo.

Em um comunicado, a Petrobras informou que “tomou conhecimento da resposta do Ibama e considera que houve um importante avanço no processo de licenciamento” do bloco no Amapá, em águas profundas.

Onde está a margem equatorial e a nova descoberta da Petrobras no Rio Grande do Norte — Foto: Arte O Globo
Onde está a margem equatorial e a nova descoberta da Petrobras no Rio Grande do Norte — Foto: Arte O Globo

O pedido de detalhamentos do Plano de Proteção à Fauna e da nova base de Fauna do Oiapoque está sendo analisado pela equipe técnica da Petrobras para responder ao Ibama, informa a empresa. “A Petrobras está otimista e segue trabalhando na construção da nova unidade de fauna no Oiapoque, com o entendimento que é possível realizar a APO para a obtenção da licença para a perfuração em águas profundas no Amapá”, diz o texto da estatal.

O que está em discussão é a pesquisa do poço, chamada tecnicamente de perfuração — e não a licença de operação comercial, para a produção. O objetivo da empresa, com a licença de perfuração, é comprovar a viabilidade econômica da produção de petróleo na área.

A Petrobras planeja perfurar inicialmente um poço a cerca de 160 km da costa do Oiapoque (AP) e a 500 km da foz do rio Amazonas propriamente dita. O Ibama rejeitou o pedido em maio do ano passado e a Petrobras recorreu.

Com informações de O Globo.

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