Três disparos atingiram a janela do apartamento do pesquisador da Universidade do Estado do Rio (Uerj) Wescrey Portes, na Tijuca, Zona Norte, na noite de sexta-feira (16). Horas antes, ele havia se manifestado em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), exibindo uma bandeira do partido na varanda. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Em relatos publicados nas redes sociais, Wescrey afirmou que o episódio aconteceu por volta das 21h, pouco antes de uma sabatina do candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) à TV Globo. Segundo ele, moradores começaram a se manifestar de suas janelas e sacadas, com palavras apoio ao adversário do político, Lula. O pesquisador decidiu participar e ergueu uma bandeira do PT.
“Eu saí na minha sacadinha com uma bandeira, comecei a bandeirar, falar palavras de apoio ao Lula. Fui para a sala, porque eu queria ver a entrevista, sentei no sofá, comecei a esperar a entrevista começar. Ainda não tinha começado, quando estoura o vidro da janela. Passaram alguns minutos e vieram mais dois estouros”, desabafou nas redes socias.
Assista:
Wescrey afirmou que já havia passado por uma situação semelhante em 2022, quando registrou um boletim de ocorrência. Segundo ele, na ocasião, a investigação não avançou porque não era possível identificar de onde partiram os disparos.
“Estou no mesmo apartamento até hoje, na época eu fiz um boletim de ocorrência, nada foi feito, disseram na delegacia que nada poderia ser feito, porque eu não tinha como saber de onde veio”, declarou.
O pesquisador também relatou medo de circular dentro de casa e disse que seu espaço de trabalho fica próximo à janela atingida.
Em nota, a Polícia Civil informou que a ocorrência foi registrada pela Delegacia On-line e encaminhada à 19ª DP (Tijuca). “Diligências estão em andamento para apurar os fatos”, declarou a corporação.
A Uerj disse que tomou conhecimento hoje (19) do episódio envolvendo os disparos que alvejaram o apartamento do pesquisador, vinculado ao Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp). “A Uerj presta a sua solidariedade ao pesquisador, repudiando o ato de violência que ele sofreu, e espera que o caso seja resolvido pela Polícia Militar”, diz a nota.

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