Pela primeira vez, mais da metade dos brasileiros acham que a participação de militares no governo e na política é prejudicial ao país. Pesquisa PoderData realizada nesta semana (16-18.ago.2021) mostra que 52% consideram a presença de representantes das Forças Armadas nestes campos “ruim” para o Brasil. É um aumento de 7 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, feito no final de abril.
A proporção dos que consideram a participação dos fardados como positiva caiu 3 pontos percentuais no mesmo período. Passou de 35% para 32% – diferença dentro da margem de erro da pesquisa.
A taxa dos que avaliam a presença dos militares negativamente é o recorde registrado pela divisão de pesquisas do Poder360 – aumento de 15 p.p desde maio de 2020, quando o PoderData fez essa pergunta aos entrevistados pela 1ª vez. Também é a 1ª vez que esse valor alcança a marca dos 50%.
O resultado indica que a imagem das Forças Armadas sofreu forte desgaste nos últimos meses. No mesmo período, o governo de Jair Bolsonaro, que tem grande presença dos militares, registrou suas taxas mais altas de reprovação.
O levantamento é o 1º feito depois da parada militar de 10 de agosto, quando um comboio de 30 veículos blindados desfilou na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro Walter Braga Netto (Defesa), o almirante de Esquadra Almir Garnier Santos (Marinha), o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Exército) e o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior (Aeronáutica) participaram do evento.
Na época, o presidente fazia campanha para que as eleições de 2022 fossem realizadas pelo voto com comprovante impresso. Bolsonaro defende que, sem isso, a votação fica vulnerável a fraudes. A Câmara enterrou o projeto de emenda à Constituição que determinava a impressão dos votos no mesmo dia do desfile, mais tarde.
Esta pesquisa foi realizada no período de 16 a 18 de agosto de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360.
Foram 2.500 entrevistas em 433 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.








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