A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta sexta-feira uma nova radiografia das paixões nacionais. O estudo, produzido pela consultoria Nexus apresenta o ranking das maiores torcidas do país e traça um panorama detalhado sobre gênero, renda, idade e distribuição regional dos torcedores.
Segundo a pesquisa, realizada entre 15 e 24 de agosto com 2.006 brasileiros a partir de 16 anos, o Flamengo mantém a liderança isolada do futebol nacional, com 26% das preferências. Em seguida aparecem Corinthians (19%) e São Paulo (9%), compondo o trio de maiores torcidas do país.
O ranking:
- Flamengo – 26%
- Corinthians – 19%
- São Paulo – 9%
- Palmeiras – 7%
- Vasco da Gama – 5%
- Internacional – 4%
- Cruzeiro – 4%
- Atlético-MG – 3%
- Grêmio – 3%
- Santos – 3%
- Botafogo – 2%
- Bahia – 2%
- Fluminense – 2%
- Outros clubes – 11%
O levantamento considera apenas pessoas que afirmaram torcer para algum time, grupo que representa 78% dos entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Flamengo domina ranking nacional
O resultado reforça a força histórica de Flamengo e Corinthians, que juntos concentram quase metade das preferências nacionais. Os números também evidenciam a solidez de torcidas regionais e a presença ainda significativa de clubes tradicionais fora do eixo Rio–São Paulo.
Perfil do torcedor brasileiro
O estudo aponta uma diferença relevante entre gêneros: 87% dos homens entrevistados se declaram torcedores, contra 69% das mulheres. A juventude também aparece como um fator de destaque — 83% das pessoas entre 16 e 24 anos afirmam acompanhar um clube de futebol, percentual que cai para 72% entre aqueles com mais de 60 anos.
A distribuição regional reforça a concentração populacional do país: no Sudeste, 82% se identificam como torcedores, enquanto no Nordeste o índice é de 71%. No recorte econômico, indivíduos com renda entre dois e cinco salários mínimos demonstram maior adesão (82%) em comparação com quem recebe até um salário mínimo (74%).
Método e alcance
A pesquisa utilizou metodologia estatística tradicional e garantiu diversidade geográfica, com entrevistas em todos os estados. O nível de confiança estimado é de 95%, segundo a Nexus. Para a CBF, o levantamento integra um conjunto de estudos sobre hábitos do torcedor que a entidade pretende ampliar nos próximos anos.






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