Permanência de Cozzolino na CCJ vira queda de braço após ausências e disputa interna na Alerj

Movimentação nos bastidores expõe desconforto na base governista e trava mudança no colegiado às vésperas do recesso

A permanência do deputado Vinicius Cozzolino (União Brasil) como titular da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) passou a ser tratada como uma incógnita dentro da Casa.

O parlamentar entrou no radar da base governista após se ausentar de momentos considerados decisivos envolvendo o caso do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil).

Cozzolino não compareceu à reunião da CCJ que aprovou o parecer favorável ao relaxamento da prisão de Bacellar e também não esteve presente na votação em plenário que confirmou a aprovação do projeto de resolução.

As ausências causaram desconforto entre aliados do governo e foram interpretadas como falta de alinhamento em um momento sensível para o grupo político.

Ausências geram cobrança e reação do partido

O incômodo ficou evidente na semana passada, quando o presidente da CCJ e líder do governo na Alerj, Rodrigo Amorim (União Brasil), chegou a cobrar publicamente a presença de Cozzolino em reunião do colegiado. Nos bastidores, a avaliação era de que o deputado havia desagradado a base ao não participar das deliberações relacionadas ao caso.

Na noite de segunda-feira (15), o líder do União Brasil na Casa, deputado Fábio Silva, comunicou ao deputado Marcelo Dino que ele passaria a ocupar a vaga na comissão. A indicação foi comemorada por Dino, que chegou a publicar nas redes sociais uma mensagem celebrando a entrada na CCJ.

Reviravolta e clima de insatisfação

A mudança, no entanto, durou pouco. Na manhã de terça-feira (16), Cozzolino se mobilizou para reverter a decisão e conseguiu manter sua vaga no colegiado. Diante da reviravolta, Marcelo Dino apagou a publicação em que comemorava a indicação.

Nos bastidores, o movimento de Cozzolino junto à presidência da Alerj não teria sido bem recebido nem por Amorim e muito menos por Fábio Silva, que consideram que a indicação da vaga cabe ao partido. Apesar do desgaste interno, Cozzolino permanece, por ora, como titular da CCJ.

A comissão só voltará a se reunir em fevereiro, após o fim do recesso parlamentar, que começa nesta sexta-feira (19). Até lá, a composição do colegiado segue mantida.

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