Em um encontro nesta tarde com o presidente Bolsonaro, Pedro Guimarães oficializou seu pedido de demissão da presidência da Caixa Econômica Federal, que foi aceito. Em carta entregue ao presidente e dirigida aos brasileiros e aos colaboradores do banco, Guimarães afirma que não teve tempo para se defender é que é alvo de uma “situação cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade”.
No documento, Guimarães diz que não pode “prejudicar a instituição ou o governo sendo um alvo para o rancor político em um ano eleitoral”.
O agora ex-presidente da Caixa fala de prêmios que recebeu durante sua gestão no banco que, em sua atuação à frente da instituição financeira, “sempre me empenhei no combate a toda forma de assédio, repelindo toda e qualquer forma de violência, em quaisquer de suas possíveis configurações”. Guimarães afirma ainda que deixa o cargo para se “defender das perversidades lançadas contra mim, com o coração tranquilo daqueles que não temem o que não fizeram”.
Desde que as denúncias vieram à tona, na tarde desta terça-feira, foi consenso entre integrantes do Palácio do Planalto que a permanência de Guimarães no posto era ”insustentável”. Bolsonaro concordou que o caso era de demissão e a saída de Guimarães passou a ser costurada.
Funcionárias da Caixa denunciaram Pedro Guimarães em diversos depoimentos concedidos ao site “Metrópoles”. Elas também relataram os fatos ao Ministério Público Federal do Distrito Federal, que investiga o caso. As entrevistas foram dadas sob condição de anonimato para preservar a identidade das envolvidas. Nas entrevistas, as funcionárias do banco narram toques íntimos não autorizados, convites incompatíveis com a situação de trabalho e outras formas de assédio por parte de Guimarães. “Ele passou a mão em mim. Foi um absurdo. Ele apertou minha bunda. Literalmente isso”, relatou uma vítima ao “Metrópoles”.






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