Patrimônio dos candidatos à eleição 2024 para prefeitura de São Paulo varia de R$ 199 mil (Boulos) a R$ 193 milhões (Marçal)

Marçal está sob investigação da PF por lavagem de dinheiro

Com o prazo para o registro de candidaturas se encerrando no dia 15 de agosto, oito candidatos à prefeitura de São Paulo apresentaram à Justiça Eleitoral a declaração de seus bens. Entre os seis nomes mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, a diferença de patrimônio chama a atenção, variando entre R$ 199 mil e mais de R$ 193 milhões, entre imóveis, terrenos e investimentos. Confira abaixo quais bens e o total do patrimônio dos candidatos à capital paulista.

Pablo Marçal (PRTB): R$ 193,5 milhões

Alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e crimes eleitorais, o empresário Pablo Marçal (PRTB) declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 193,5 milhões em bens e aplicações, o dobro do total informado no último pleito.

No entanto, ele omitiu uma empresa e informou valores menores no capital de outras duas empresas em sua declaração de bens. O caso foi revelado pelo UOL e confirmado pelo GLOBO. Uma das empresas declaradas é a Marçal Participações LTDA. Ele informou deter 90% da companhia, um valor de R$ 450 mil.

Entretanto, na Receita Federal consta que a empresa tem capital social de R$ 2.839.417. Ou seja, se ele tem 90% da empresa, o valor real de sua participação seria de R$ 2.555.475 — o que significaria que ele omitiu mais de R$ 2 milhões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O candidato também declara ter 50% da Marçal Holding LTDA, que segundo o informado à Justiça Eleitoral vale R$ 500 mil — portanto, sua participação é de R$ 250 mil. Mas os dados declarados ao TSE divergem daqueles na base da Receita, onde consta que a empresa vale, na verdade, R$ 39.743.183. Ou seja, como a sua participação é de metade da empresa, o valor correto seria de 19.871.591.

José Luiz Datena (PSDB): R$ 38,3 milhões

Candidato pelo PSDB, Datena declarou R$ 38,3 milhões em bens, após se declarar como “de classe média”. O apresentador tem terrenos em Santa Catarina, Jundiaí, Estrada do Bonfim e Tamboré, que somam R$ 2,46 milhões.

Ele também declarou uma casa em Tamboré e um apartamento em Florianópolis, avaliados, juntos, em R$ 3,8 milhões, além de R$ 15,71 milhões em planos de previdência. Datena ainda informou vagas de garagens, depósitos bancários, quotas em uma empresa de publicidade e aplicações de renda fixa (CDB, RDB e outros).

Marina Helena (Novo): R$ 9,7 milhões

A candidata Marina Helena (Novo) declarou R$ 9,7 milhões em bens, entre um apartamento no valor de R$ 381,6 mil, uma casa de R$ 7,6 milhões, investimentos e participação em empresas.

Ricardo Nunes (MDB): R$ 4,84 milhões

O prefeito Ricardo Nunes (MDB), candidato à reeleição em São Paulo, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 4,84 milhões, com nove terrenos avaliados em R$ 588 mil e R$ 1,1 milhão investido em Fundos de Longo Prazo e Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs). Nunes também informou depósitos bancários e um apartamento, fora participações em empresas e outros investimentos.

Tabata Amaral (PSB): R$ 807,8 mil

A deputada federal Tabata Amaral (PSB) declarou R$ 807,8 mil em bens, divididos entre R$ 799,33 mil em investimentos e R$ 8.508,16 em depósito bancário. A parlamentar retificar sua declaração, que inicialmente informava patrimônio de R$ 556,7 mil, exatamente o valor informado há dois anos, quando concorreu à Câmara dos Deputados.

Guilherme Boulos (PSOL): R$ 199,5 mil

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) declarou, ao registrar sua candidatura, 50% da posse de um imóvel em Campo Limpo, na Zona Sul paulistana, valor calculado em R$ 171,7 mil. Além disso, Boulos declarou aplicações financeiras e depósito bancário que totalizam mais de R$ 12 mil reais e um Celta 2009/2010, avaliado em R$ 15.146. Juntos, os bens do candidato somam pouco mais de R$ 199,5 mil.

Com informações de O Globo

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