O Rio de Janeiro ganhará o seu primeiro parque temático municipal. Batizado de Parque Terra Prometida, o empreendimento será instalado em Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade, e terá como principal temática a fé judaico-cristã.
O novo espaço foi projetado para unir lazer, cultura e turismo em um único complexo. A expectativa é que o parque tenha capacidade para receber cerca de 10 mil visitantes por dia, podendo alcançar 70 mil pessoas durante grandes eventos realizados no local.
Além de oferecer áreas dedicadas à temática religiosa, o Parque Terra Prometida pretende criar um ambiente de convivência para moradores e turistas. A proposta é ampliar as opções de lazer na Zona Oeste e fortalecer a oferta cultural da região.
O projeto também busca estimular o turismo religioso, segmento que movimenta milhões de visitantes em diferentes partes do Brasil, atraindo pessoas interessadas em experiências ligadas à história e à tradição judaico-cristã.
A chegada do primeiro parque temático municipal deve impulsionar o desenvolvimento de Santa Cruz. A expectativa é que o empreendimento contribua para a valorização da região, incentive novos investimentos e gere oportunidades de emprego e renda para a população local.
Com grande capacidade de público e potencial para sediar eventos de grande porte, o Parque Terra Prometida também poderá ampliar o fluxo de visitantes na Zona Oeste, fortalecendo a economia e o comércio do entorno.
O anúncio das obras do Parque Terra Prometida, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, voltou a movimentar as redes sociais neste fim de semana. A publicação da Prefeitura do Rio reuniu centenas de comentários favoráveis e contrários ao projeto, que pretende transformar a antiga Cidade das Crianças Leonel Brizola em um complexo voltado ao turismo religioso e cultural inspirado na tradição judaico-cristã.
Entre as críticas mais recorrentes, internautas questionaram o uso de recursos públicos para um empreendimento ligado a uma manifestação religiosa. Muitos citaram o princípio constitucional da laicidade do Estado e defenderam que investimentos públicos contemplem todas as crenças ou espaços sem vinculação religiosa.
Outros usuários sugeriram que o parque tivesse caráter ecumênico, reunindo diferentes tradições religiosas, ou que os recursos fossem destinados a outras áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura.
Polêmica tomou conta das redes
As manifestações contrárias foram marcadas por questionamentos sobre o financiamento da obra e pedidos para que órgãos de fiscalização acompanhassem o projeto. Alguns usuários também cobraram tratamento semelhante para religiões de matriz africana, indígenas e pessoas sem religião.
Por outro lado, diversos comentários defenderam a iniciativa da Prefeitura. Entre os argumentos apresentados, apoiadores afirmaram que o projeto busca fortalecer o turismo religioso, movimentar a economia local e oferecer um novo espaço de lazer e peregrinação para uma parcela significativa da população.
Também houve quem classificasse as críticas como demonstrações de intolerância religiosa contra os cristãos, defendendo que a fé cristã merece o mesmo respeito dispensado a outras manifestações culturais e religiosas.
O que disseram internautas
- “O Estado é laico. O dinheiro público não deveria financiar um parque voltado para apenas uma religião.”
- “Se há um parque para uma tradição religiosa, outras crenças também deveriam receber o mesmo tratamento.”
- “Seria mais interessante criar um parque ecumênico, aberto a todas as religiões e também a quem não tem religião.”
- “Não concordo que recursos públicos sejam destinados a projetos religiosos. Há outras prioridades para a cidade.”
- “Se o parque é financiado pelo município, deveria representar toda a diversidade religiosa da população.”
Entre os comentários favoráveis:
- “A fé cristã também merece respeito e pode ser contemplada com um espaço como esse.”
- “Vejo muitas críticas ao cristianismo que não aparecem quando outras manifestações religiosas recebem apoio cultural.”
- “O parque pode fortalecer o turismo religioso, gerar empregos e movimentar a economia da região.”
- “A Prefeitura está governando para todos. Respeitar uma religião não significa desrespeitar as demais.”






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