Um dos parques de diversões mais tradicionais do Rio de Janeiro deu mais um passo rumo ao reconhecimento oficial como patrimônio cultural do estado. A proposta foi aprovada em segunda discussão na Assembleia Legislativa (Alerj), nesta quarta-feira (01), e inclui o Parque Shanghai, na Penha, na lista de bens imateriais fluminenses.
De autoria do ex-deputado estadual Andrezinho Ceciliano, atualmente prefeito de Paracambi, a iniciativa prevê o reconhecimento do espaço como bem cultural imaterial e determina que o Poder Executivo apoie ações de valorização e divulgação do local.
Trajetória centenária
Fundado em julho de 1919 por Bernardo Walle, o Parque Shanghai é considerado um dos primeiros parques temáticos do país. Ao longo de mais de um século de funcionamento, o espaço passou por diferentes endereços até se fixar, em 1966, no Largo da Penha, na Zona Norte da cidade.
Antes disso, o parque funcionou em áreas como o antigo Aterro do Calabouço, de onde saiu na década de 1940 para a construção do Aeroporto Santos Dumont. Posteriormente, foi transferido para a Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, sendo removido nos anos 1960 durante a reorganização urbana da cidade.
Reconhecimento cultural
Na justificativa, o autor destaca a relevância histórica e cultural do parque, que atravessou gerações e acompanhou transformações urbanas no Rio. O texto também menciona o reconhecimento internacional obtido em 2005, quando o Shangai recebeu o prêmio Golden Pony Awards como o parque mais antigo da América Latina em funcionamento.
Entre as atrações, o espaço mantém brinquedos tradicionais, como um carrossel com peças centenárias, além do Enterprise, equipamento produzido exclusivamente para o parque.
Memória e público
Com cerca de 28 atrações distribuídas em uma área superior a 17 mil metros quadrados, o Parque Shanghai recebe aproximadamente 6 mil visitantes por semana. De acordo com a justificativa da proposta, o local integra a memória afetiva de moradores da capital e de outras regiões do estado, consolidando-se como um espaço de lazer e tradição.
A proposta ainda segue para sanção ou veto do Poder Executivo.






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