A decisão da Fifa de suspender a punição aplicada ao atacante Folarin Balogun, permitindo sua participação nas oitavas de final da Copa do Mundo, passou a enfrentar novos questionamentos no cenário internacional. Um grupo de 35 parlamentares do Parlamento Europeu defende a abertura de uma investigação formal contra o presidente da entidade, Gianni Infantino, sob a alegação de que a revisão da sanção pode ter violado o princípio de neutralidade política previsto nos estatutos da própria Fifa.
A iniciativa foi anunciada poucos dias após a divulgação de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou diretamente para Infantino solicitando a revisão da punição imposta ao jogador da seleção dos EUA.
Segundo os parlamentares, a sequência dos acontecimentos levanta dúvidas sobre uma possível interferência política em uma decisão de natureza esportiva, o que, na avaliação do grupo, exige uma apuração independente.
Eurodeputados cobram investigação
A mobilização é liderada pelos eurodeputados Barry Andrews, Lara Wolters e Niels Fuglsang, que articulam um movimento para que as federações nacionais dos países da União Europeia solicitem formalmente ao Comitê de Ética da Fifa a abertura de um processo de investigação contra Gianni Infantino.
O objetivo é verificar se a revisão da punição aplicada a Balogun ocorreu sob influência da Casa Branca e se a decisão contrariou as normas da entidade que determinam independência e neutralidade política na condução das competições.
Em nota conjunta, os parlamentares criticaram duramente a mudança de entendimento durante o Mundial.
“Alterar a regra sobre suspensões por cartão vermelho durante o torneio é uma vergonha e uma perversão da justiça. Mais uma vez vimos Infantino e a FIFA se renderem às exigências da administração Trump.”
Até o momento, 35 integrantes do Parlamento Europeu aderiram ao documento.
Parlamentares citam proximidade entre Trump e Infantino
Além do episódio envolvendo Folarin Balogun, os eurodeputados também apontam outros acontecimentos recentes que, segundo eles, reforçam a necessidade de investigação.
Entre os exemplos mencionados está a entrega do chamado Prêmio da Paz da Fifa ao presidente Donald Trump durante o sorteio da Copa do Mundo.
Na avaliação dos parlamentares, a sucessão desses episódios alimenta dúvidas sobre a independência institucional da entidade máxima do futebol.
O grupo sustenta que a credibilidade das competições esportivas depende da aplicação uniforme das regras para todas as seleções e atletas, independentemente de fatores políticos.
“A beleza do esporte está no fato de ele ser baseado em regras imparciais e transparentes. Quando Infantino permite que a pressão política determine quem pode jogar, esse senso de justiça desaparece.”
Caso Balogun ampliou repercussão internacional
A controvérsia teve início após a Fifa rever a punição aplicada ao atacante Folarin Balogun, liberando o jogador para atuar nas oitavas de final da Copa do Mundo.
A decisão ganhou repercussão mundial depois que veio a público a informação de que Donald Trump havia telefonado diretamente para Gianni Infantino pedindo a revisão da suspensão.
Embora a Fifa ainda não tenha anunciado qualquer investigação interna sobre o episódio, a mobilização dos eurodeputados amplia a pressão internacional sobre a entidade e reacende o debate sobre a necessidade de preservar a independência das decisões esportivas diante de possíveis influências políticas.
Caso as federações nacionais europeias atendam ao pedido dos parlamentares, caberá ao Comitê de Ética da Fifa analisar se existem elementos suficientes para instaurar um procedimento formal contra o presidente da entidade.






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