Para não agravar a crise, Quaquá retira pedido de rompimento com o PSB mas pede a liberação da militância petista para a ampliar o palanque de Lula no Rio

O vice-presidente nacional do PT Washington Quaquá retirou da Executiva Nacional do partido o recurso em que solicitava o rompimento da aliança com Marcelo Freixo em razão de o PSB  ter mantido a candidatura de Alessandro Molon ao Senado, desrespeitando o acordo original entre as duas legendas. Em nota, Quaquá pede a liberação dos militantes…

O vice-presidente nacional do PT Washington Quaquá retirou da Executiva Nacional do partido o recurso em que solicitava o rompimento da aliança com Marcelo Freixo em razão de o PSB  ter mantido a candidatura de Alessandro Molon ao Senado, desrespeitando o acordo original entre as duas legendas. Em nota, Quaquá pede a liberação dos militantes petistas para a construção de outros palanques para Lula no Rio, apesar do apoio oficial ao candidato do PSB.

Segundo o dirigente petista, o recuo era necessário para não agravar as divergências a ponto de prejudicar a candidatura de Lula no Rio.

“As últimas divergências ocorridas em relação ao acordo feito e descumprido pelo PSB não podem prejudicar o principal. Por isso, encaminho a direção nacional do PT a retirada de meu recurso e solicito que seja dada a orientação para a militância no sentido de que, mesmo com o apoio formal do PT à chapa do PSB, se busque ao máximo ampliar o palanque do Lula no Estado, ampliando nossa campanha e isolando o bolsonarismo”, propõe Quaquá.

Diante da decisão do PSB de não fazer repasses do fundo eleitoral para Molon caso ele decida levar adiante a sua candidatura ao Senado, a executiva nacional do PT optou por adiar para sexta-feira a definição sobre a manutenção da aliança em torno de Marcelo Freixo na eleição para o governo do Rio. O PT exige que o único candidato ao Senado na chapa do pessebista seja o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Ceciliano.

Leia a íntegra da proposição de Quaquá:

“Ampliar o palanque do Lula no Rio

O Rio de Janeiro não é um estado qualquer. Qualquer decisão do Rio tem repercussão nacional, pela quantidade de eleitores e pela importância cultural do Rio para o Brasil.

Rio também, desde os integralistas de Plinio Salgado na década 20 e Lacerda na década de 50/60; é terra da direita mais retrógrada e truculenta do Brasil. Não é à toa que é o berço do bolsonarismo.

Mas também foi aqui fundado o partido comunista e foi aqui que Getúlio Vargas amarrou o cavalo do obelisco e nacionalizou o trabalhismo, que foi sucedido e esquerdizado por Brizola.

Aqui Lula fez o ousado comício de 1989 no primeiro turno na Candelaria, que lhe assegurou a ida pro segundo turno. Eu estava presente ainda como presidente do PT de Maricá, com 18 anos de idade. O Povo do Rio sempre amou Lula e impôs uma aliança nossa com o Brizolismo.

No Rio não pode haver interesse individual ou de grupo que se sobreponha ao objetivo principal que é isolar o bolsonarismo nos seus 25 a 30% e ampliar a campanha Lula.

As últimas divergências ocorridas em relação ao acordo feito e descumprido pelo PSB não podem prejudicar o principal. Por isso encaminho a direção nacional do PT a retirada de meu recurso e solicito que seja dada a orientação para a militância e que mesmo tendo dado o apoio formal do PT a chapa do PSB, que se busque ao máximo ampliar o palanque do presidente Lula, no Estado, ampliando nossa campanha e isolando o bolsonarismo.”

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