Governo sobretaxa a importação de caminhões elétricos, preservando o mercado da Volkswagem, de Resende

Após o protesto realizado essa semana em frente ao Congresso, onde dois caminhões elétricos foram expostos para demonstrar a indignação das montadoras brasileiras diante da isenção de impostos de importação para esses tipos de veículos, o Governo Federal mandou publicar no Diário Oficial da União (DCU) resolução que determina a cobrança de 20% de imposto…

Após o protesto realizado essa semana em frente ao Congresso, onde dois caminhões elétricos foram expostos para demonstrar a indignação das montadoras brasileiras diante da isenção de impostos de importação para esses tipos de veículos, o Governo Federal mandou publicar no Diário Oficial da União (DCU) resolução que determina a cobrança de 20% de imposto de importação para caminhões.

 A iniciativa partiu do deputado Júlio Lopes (PP), que não conseguia entender o motivo da isenção de 35% concedido para a importação de caminhões chineses e que acabavam concorrendo com os mesmos caminhões montados na fábrica da Volkswagem em Resende, no sudoeste do Rio de Janeiro. A distorção inclusive foi responsável pelo fato de a montadora do Rio ter perdido uma concorrência para a chinesa JAC Motors em compra feita pela Ambev.

  – Vejo como uma enorme conquista não só para as montadoras nacionais, mas também para o país, a implantação dessa resolução. Nossa finalidade sempre foi a de estabelecer uma condição de isonomia de competição entre as indústrias brasileiras e as do exterior na área de fabricação de caminhões. A cobrança de impostos de veículos nacionais e a isenção para os concorrentes sem justificativa, era uma verdadeira covardia. É inadmissível que os caminhões montados em Resende e que são referência de qualidade em todo o mundo fossem taxados, enquanto os concorrentes fabricados em todo o mundo estavam entrando no Brasil com essa isenção – explicou.

   O parlamentar explicou disse ainda que com a determinação da cobrança do imposto para os caminhões importados, existe a enorme possibilidade de dobrar a linha de produção, além da criação  de mais 500 novos postos de trabalho.

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