Papa volta a utilizar termo homofóbico ‘viadagem’ apenas semanas depois de sido levado a pedir desculpas por seu uso

Apesar de suas declarações controversas, Francisco tem orientado a Igreja a adotar uma postura mais acolhedora em relação aos fiéis LGBTQIA+

O papa Francisco recentemente utilizou novamente o termo homofóbico “viadagem” (frociaggine, em italiano), apenas algumas semanas após ter sido obrigado a se desculpar por tê-lo usado em uma reunião a portas fechadas com bispos italianos.

Durante uma conversa com padres de Roma, o pontífice teria comentado sobre a presença de uma “atmosfera de viadagem” no Vaticano, reiterando sua posição de que homens com “tendências homossexuais” não deveriam ser permitidos nos seminários para se tornarem sacerdotes.

O Vaticano emitiu uma nota afirmando que o papa reforçou a necessidade de acolher pessoas LGBTQIA+ pela Igreja Católica, ao mesmo tempo em que expressou cautela em relação à entrada delas nos seminários.

Essa não é a primeira vez que o papa Francisco causa polêmica em relação à comunidade LGBTQIA+. Em reunião em maio, ele afirmou que os seminários já estavam “cheios de viadagem” e que homens gays não deveriam se tornar padres. Na época, alguns bispos presentes no encontro afirmaram que o papa não estava ciente do quão ofensiva a palavra é em italiano, que não é sua língua nativa.

Apesar de suas declarações controversas, Francisco tem orientado a Igreja a adotar uma postura mais acolhedora em relação aos fiéis LGBTQIA+. No entanto, sua recente gafe levanta questões sobre suas convicções e seu compromisso com a reforma da igreja, especialmente considerando seu histórico como um papa reformador em muitos aspectos.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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