Palácio Tiradentes recebe exposição sobre neuromielite óptica e experiências de pacientes com doenças raras

Iniciativa da Alerj em parceria com a NMO Brasil apresenta relatos e informações sobre a doença autoimune que afeta o sistema nervoso

O Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), recebe a partir desta terça-feira (17) uma exposição dedicada à conscientização sobre a neuromielite óptica. A mostra Neuromielite Óptica – Você não vê, mas eu sinto será inaugurada às 10h, no Salão Nobre do prédio, e permanecerá aberta ao público até o dia 3 de abril, com entrada gratuita.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Frente Parlamentar de Doenças Raras da Alerj, a Subdiretoria-Geral de Cultura da Alerj e a NMO Brasil. A proposta da exposição é apresentar ao público informações sobre a doença e compartilhar experiências de pessoas que convivem com a condição.

Relatos e imagens de pacientes

Instalada no Salão Nobre do Palácio Tiradentes, a mostra reúne fotografias e depoimentos de pacientes de diferentes regiões do país. O material busca retratar experiências relacionadas ao diagnóstico e ao cotidiano de quem vive com a neuromielite óptica.

Além dos registros visuais e relatos pessoais, a exposição também apresenta informações sobre o trabalho desenvolvido pela NMO Brasil. Fundada em 2014, a entidade reúne pacientes diagnosticados com neuromielite óptica e doenças relacionadas ao seu espectro, promovendo apoio e divulgação de informações sobre a condição.

A organização da exposição afirma que a iniciativa pretende ampliar o acesso a informações sobre a doença e estimular o debate público sobre condições raras que afetam o sistema nervoso.

Doença rara e autoimune

A neuromielite óptica, anteriormente conhecida como Síndrome de Devic, é uma doença autoimune que afeta principalmente o sistema nervoso central e o nervo óptico. A origem da condição ainda não é conhecida.

Durante anos, a enfermidade foi considerada uma variante da esclerose múltipla, mas atualmente é reconhecida como uma doença distinta. A condição pode atingir pessoas de diferentes idades, embora seja mais frequente em mulheres entre 30 e 40 anos e em indivíduos de origem asiática ou afrodescendente.

Entre os sintomas mais comuns estão inflamação do nervo óptico, que pode provocar dor ocular e perda parcial ou total da visão, além de fraqueza ou perda de força nos braços e nas pernas, alterações de sensibilidade e perda do controle do esfíncter. Em alguns casos, inflamações em regiões específicas do cérebro podem causar vômitos persistentes, náuseas e episódios prolongados de soluço.

Serviço

Exposição Neuromielite Óptica – Você não vê, mas eu sinto
Período: 17 de março a 3 de abril
Horário: segunda a sexta-feira, das 10h às 17h
Local: Salão Nobre do Palácio Tiradentes
Endereço: Rua Primeiro de Março, s/nº, Praça XV, Centro, Rio de Janeiro
Acesso para cadeirantes pela Rua Dom Manuel

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