O deputado federal Roberto Monteiro (PL), pai do ex-vereador Gabriel Monteiro, preso acusado de estupro desde novembro de 2023, divulgou um vídeo nas redes sociais com o depoimento de uma pessoa que seria ex-assessor do parlamentar, onde afirma que foi coagido a produzir provas contra Gabriel.
Se apresentando como ex-assessor de Gabriel Monteiro, o homem afirma que foi forçado a depor contra o ex-chefe. Ele diz que um grupo de pessoas que seriam integrantes da chamada “Máfia do Reboque” foi até o condomínio onde mora para leva-lo para prestar depoimento na 64ª DP (São João de Meriti). Ao questionar o motivo de ir até a delegacia, ele teria sido intimidado.
“Fui forçado a depor contra o ex-vereador (Gabriel), coisas injustas, coisas que não são verdades, mas como eu fui ameaçado, eu tive que falar. Desci no meu condomínio e quando cheguei na portaria estava presente um integrante da máfia do reboque, acompanhado com três seguranças, falando que eu teria de comparecer à 64ª DP em São João de Meriti. Aí eu perguntei o por quê que ele compareceu à delegacia, e eles falaram: ‘poxa, você, esse lado daí, esse barco está afundando e eu sei que você tem família, tem comércio, tem algumas coisas em São João de Meriti, onde é a nossa área, então pode ficar complicado pra você lá’. Tudo isso em tom de ameaça, toda hora mostrando que estava armado”, afirmou.
De acordo com o ex-assessor, ao chegar para prestar depoimento, um deputado e seu filho, que é vereador, já o aguardavam na unidade. Sem citar de quais cidades seriam os políticos, o homem diz que foi o deputado que decidiu sobre o conteúdo de seu depoimento.
“Ao chegar na delegacia o deputado já estava aguardando, junto com seu filho, que é vereador na cidade, com mais alguns seguranças. Ele ficou ditando o que eu teria de falar contra o ex-vereador Gabriel Monteiro. Quando eu cheguei pra dar meu depoimento, o parlamentar (deputado) sentou ao meu lado e estava editando o que eu teria que falar. Teria de falar que via droga na casa do Gabriel, que ele pagava as garotas, que jogava dinheiro para o alto, que eu buscava as garotas de 14, 15 anos em casa, tudo isso o parlamentar estava editando. Ele queria me induzir a falar mais coisas que não existem”, disse o ex-assessor
Grupo de WhatsApp
Após prestar depoimento, o homem diz que foi incluído em um grupo de WhatsApp onde teria testemunhado todas as articulações para produzir provas e estimular outras pessoas que dessem seus depoimentos em troca de dinheiro. Segundo a testemunha, ele encaminhou prints destas conversas ao Ministério Público.
“Depois desse depoimento me colocaram num grupo de WhatsApp, onde eu presenciei todas as articulações de mensagens, para convencer outras pessoas a falarem sobre o Gabriel Monteiro coisas que não aconteceram e que seriam muito bem remuneradas para isso. (…) Eu encaminhei prints destas conversas para o Ministério Público”, afirmou.





