Uma ambulante morreu e outras duas pessoas ficaram feridas após a queda de um andaime na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com a Rua Constante Ramos, na Zona Sul do Rio, na manhã deste sábado (7). A venezuelana Betty Louella Ford Moreno foi levada pelos bombeiros ao Hospital Miguel Couto com outra vítima, mas não resistiu.
A terceira pessoa ferida não precisou de atendimento hospitalar. Testemunhas relataram que populares ajudaram a retirar escombros de cima da comerciante antes da chegada do resgate.
Nas redes sociais, o prefeito Eduardo Paes lamentou o ocorrido e afirmou que a prefeitura vai levantar as licenças da obra e repassar as informações à polícia, cobrando responsabilização dos responsáveis técnicos.
O que disseram as autoridades
Paes destacou que, além da fiscalização do poder público, a obra tem engenheiro responsável, que precisa responder por falhas. “É inaceitável”, afirmou em postagem, reforçando que o caso será apurado.
De acordo com testemunhas, um homem que seria companheiro da ambulante conseguiu correr antes do desabamento. Moradores e comerciantes próximos descreveram um forte barulho no momento da queda e a mobilização de cerca de 20 pessoas para remover os destroços.
Outras pessoas que presenciaram o acidente disseram que o andaime servia de suporte à obra do prédio acima de uma farmácia, ponto onde a camelô trabalhava vendendo cangas e roupas temáticas do Rio de Janeiro.
Apuração e responsabilidades técnicas
Segundo relatos, trabalhadores teriam chegado neste sábado para transportar a estrutura da Rua Constante Ramos para a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, e a queda ocorreu durante esse procedimento.
Uma comerciante da vizinhança contou que a ambulante atuava no local há cerca de três anos e que elas se encontravam diariamente, ressaltando o impacto do ocorrido para quem convivia com a vítima.
O subprefeito da Zona Sul, Pedro Angelito, explicou que, em casos de reforma, não é necessária licença prévia da prefeitura, mas a instalação de andaimes é responsabilidade de um engenheiro civil e do síndico. A subprefeitura tenta contato com a empresa e a síndica, enquanto a perícia já foi concluída e a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) será conferida para verificar possíveis falhas nas medidas de proteção.






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