Paes e Ramagem tentam se desvencilhar de supostos ‘padrinhos’ indesejados e batalham na Justiça Eleitoral

Prefeito associa o deputado ao ex-governador cassado, enquanto bolsonarista explora ligação com ex-governador preso

Na frente nas pesquisas para a Prefeitura do Rio,  Eduardo Paes (PSD) e Alexandre Ramagem (PL) buscam associar a imagem do adversário a padrinhos que eles consideram que sejam capazes de fazer o outro perder votos. Eles dizem não se incomodar com as associações, apesar de não concordarem que elas sejam verídicas. Nos bastidores, no entanto, as campanhas têm travado batalhas judiciais para que essas propagandas eleitorais sejam proibidas.

Neste fim de semana, o prefeito tem veiculado em suas inserções na TV um vídeo de uma paródia de música infantil dizendo que o ex-presidente Jair Bolsonaro não saberia fazer boas indicações no Rio e cita políticos que já foram os nomes do bolsonarismo nas últimas eleições: o ex-governador Wilson Witzel, o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e o governador Cláudio Castro (PL).

Ao GLOBO, Ramagem disse que seu único padrinho é o presidente Bolsonaro:

— Ele quer nos colocar num ambiente político que não é verdade. Meu único padrinho é Jair Messias Bolsonaro. Nem conheço Witzel. O Crivella vota completamente diferente de nós no Congresso e também não tenho nenhum contato com ele — rebateu Ramagem.

Já Paes explica a estratégia dos vídeos contra o adversário:

— Não estou tentando associar ele a ninguém. Só estou mostrando um histórico de insucessos do Bolsonaro aqui no Rio na escolha de seus candidatos — disse o prefeito.

A campanha do deputado federal conseguiu uma liminar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) uma liminar que impede Paes de veicular uma outra propaganda em que coloca Ramagem como marionete de Castro. A defesa de Ramagem também pede que seja concedido um direito de resposta, mas a questão ainda não foi julgada.

‘Nada que faço é segredo’, diz Paes

Os advogados de Eduardo Paes também já acionaram a Justiça contra Ramagem por um vídeo em que o bolsonarista tenta ligar o prefeito ao ex-governador Sérgio Cabral. Segundo a defesa do prefeito, o texto gera no espectador a impressão de que o ex-governador apoia o Paes no processo eleitoral vigente, “com a finalidade de prejudicar de forma relevante a imagem e a candidatura do referido concorrente”.

— A mim não incomoda nada. Eu sou conhecido, eu estou há 30 anos na política, estou no terceiro mandato de prefeito, nada que eu faço é segredo — diz Paes.

Para o deputado federal Alexandre Ramagem, no entanto, os vídeos mostram uma ligação verídica do prefeito na política:

— A gente aponta a ligação dele que é verídica, como a ligação com o Lula e com o Sérgio Cabral. E ele, na Justiça, está querendo apagar a memória histórica que ele tem vinculação com o Cabral — defende o bolsonarista.

Com informações de O Globo

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