Padilha diz que PT melhorou desempenho nas eleições municipais, mas ainda não saiu da ‘zona de rebaixamento’

‘Teve um tsunami de reeleição no país, foi 82%, a maior taxa da história de reeleição’, disse

Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, falou sobre que houve nestas eleições municipais um “tsunami” de reeleições. O ministro reconheceu que, mesmo que tenha melhorado em relação a 2020, o PT ainda não saiu da “zona de rebaixamento”, numa metáfora de futebol para o despenho fraco do partido nas urnas.

As declarações foram feitas a jornalistas, depois de reunião nesta segunda-feira (28) com o presidente Lula no Palácio da Alvorada, e com a presidente do partido, Gleisi Hoffmann.

– Hoje também fiz um balanço, trazendo os números para o presidente e querendo reforçar uma avaliação de que a grande vitoriosa foi a reeleição. Teve um tsunami de reeleição no país, foi 82%, a maior taxa da história de reeleição – disse.

Ele chegou a citar mesmo o caso de Ricardo Nunes (MDB) indiretamente, que não tinha 30% dos votos no primeiro turno, mas acabou sendo reeleito. Ele disse que esses prefeitos reeleitos aproveitaram bom momento econômico e injeção de recursos do governo federal.

– O PT é o campeão nacional das eleições presidenciais, mas na minha avaliação não saiu ainda do Z4 [zona de rebaixamento] que entrou em 2016 nas eleições municipais – afirmou.

– Teve conquistas importantes, a eleição na capital [Fortaleza], elegeu cidades importantes nesse segundo turno, mas ainda tem um esforço de recuperação e eu acho que o PT vai fazer uma avaliação sobre isso, certamente sobre esse resultado, como voltar a ser um partido com mais protagonismo, sobretudo nas grandes cidades, nas médias cidades – completou.

De acordo com o ministro, foi feito um saldo das eleições e, à tarde, a Executiva Nacional do PT vai se reunir para iniciar esse debate.

Padilha falou ainda da necessidade de o partido fazer uma avaliação interna, sobretudo para compreender com trabalhadores, em especial os que ganham entre dois e dez salários mínimos e não se sentem representados pela legenda.

Segundo o ministro, o próprio presidente Lula já tem falado bastante sobre a necessidade de o PT voltar a se aproximar da classe trabalhadora. 

Com informações da Folha de S. Paulo.

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