O senador Rodrigo Pacheco confirmou nesta quinta-feira (29) que não disputará o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026 e que pretende encerrar sua trajetória política após o fim do mandato. As declarações foram dadas durante um evento promovido pelo Lide, grupo empresarial fundado pelo ex-governador João Doria, em São Paulo.
Após participar de um painel sobre tecnologia, Pacheco conversou com jornalistas e afirmou que sua decisão é definitiva. O senador também descartou qualquer possibilidade de concorrer ao Palácio Tiradentes ou de assumir futuramente uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.
“Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, declarou.
Fim das articulações para 2026
A decisão de Pacheco ocorre em meio às articulações políticas para a sucessão em Minas Gerais. Nos bastidores, o senador vinha sendo tratado por integrantes do governo federal e do Partido dos Trabalhadores como o principal nome ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o comando do estado em 2026.
Minas Gerais é considerado um dos colégios eleitorais mais estratégicos do país e peça importante para os planos eleitorais do Palácio do Planalto. Apesar disso, Pacheco nunca oficializou uma pré-candidatura, embora tenha admitido em diferentes momentos que conversava com dirigentes petistas sobre o cenário eleitoral.
A manifestação pública do senador acontece cerca de dez dias após o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmar que Pacheco não concorreria ao governo mineiro. A fala foi interpretada como um sinal de que a tentativa de construção de uma aliança em torno do nome do senador havia perdido força.
Mudança partidária alimentou especulações
Em abril deste ano, Pacheco deixou o Partido Social Democrático e se filiou ao Partido Socialista Brasileiro, legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin. A mudança partidária ampliou as especulações sobre uma possível candidatura ao governo de Minas, cenário que agora está descartado.
Ao comentar sua trajetória, o senador destacou os cargos ocupados ao longo de 12 anos de vida pública.
“Fui deputado federal e senador, presidente do Senado e do Congresso Nacional por quatro anos. Tenho uma vida plenamente realizada”, afirmou.
Questionado sobre uma eventual mudança de posição no futuro ou sobre a possibilidade de integrar o STF, Pacheco negou qualquer intenção.
“Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive no Supremo Tribunal Federal”, disse.





Deixe um comentário