Um homem entrou com uma ação contra Sean “Diddy” Combs, alegando ter sido estuprado durante uma festa organizada pelo rapper em Los Angeles, nos EUA. O processo foi registrado na sexta-feira (3), mesmo dia em que Diddy foi sentenciado a quatro anos e dois meses de prisão por crimes relacionados à prostituição.
A nova ação foi movida por um homem que se identifica como ex-estagiário do artista. Segundo o processo, ele teria sido estuprado por um desconhecido durante uma festa organizada por Combs, após se sentir tonto ao consumir bebidas no local. Ele teria sido levado para um quarto, onde ficou inconsciente, e disse ter acordado com sinais de violência sexual.
A ação alega que, em consequência, ele fez exames para detectar infecções sexualmente transmissíveis, que inicialmente teriam dado negativo. Meses depois, o homem refez os testes e alega ter sido diagnosticado com HIV.
Em nota, a defesa de Diddy negou as acusações, classificando o processo como uma “nova manobra publicitária” e “aparentemente ridícula”. Os advogados voltaram a afirmar que o artista “nunca agrediu sexualmente ninguém”.
Diddy foi condenado por crimes sexuais
O novo processo surge no momento em que Combs teve sua sentença definida no tribunal federal de Manhattan. O juiz Arun Subramanian fixou a pena em 50 meses de prisão — equivalente a quatro anos e dois meses —, além de uma multa de US$ 500 mil. Como o rapper está detido desde setembro de 2024, esse período será descontado da punição final.
A condenação se refere a duas acusações de transporte de mulheres para fins de prostituição. Em julho, Diddy já havia sido absolvido das acusações mais graves que enfrentava, como tráfico sexual e conspiração para extorsão, cujas penas poderiam chegar a 20 anos. A promotoria pedia mais de 11 anos de prisão, enquanto a defesa defendia uma pena máxima de 14 meses.
Na leitura da sentença, o juiz Subramanian afirmou que era necessária “uma punição substancial” para deixar claro que o abuso contra mulheres é um crime que exige responsabilidade. O magistrado rejeitou a tese da defesa de que os episódios se tratavam de encontros consensuais. “Boas ações não apagam o poder e o controle que você tinha sobre as mulheres que dizia amar”, afirmou.






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