Juiz dos EUA nega fiança a Diddy após condenação por transporte para prostituição

Rapper foi considerado culpado por duas das cinco acusações e permanecerá detido até a sentença final

O juiz federal Arun Subramanian decidiu, na noite desta quarta-feira (2), negar o pedido de fiança apresentado pela defesa do rapper e empresário Sean “Diddy” Combs.

Combs foi condenado por duas acusações de transporte para fins de prostituição, mas foi absolvido das outras três imputações: conspiração para extorsão e duas acusações de tráfico sexual. O julgamento durou mais de seis semanas e chamou atenção por envolver um dos nomes mais influentes da indústria musical dos Estados Unidos.

Na audiência desta quarta-feira, os advogados do artista solicitaram que ele fosse libertado enquanto aguarda a sentença, ainda sem data marcada. Eles ofereceram uma proposta de fiança no valor de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,4 milhões), com coassinatura da mãe do artista, de sua irmã e da mãe de sua filha mais velha.

Apesar da proposta considerada robusta pela defesa, o juiz Subramanian decidiu manter Combs sob custódia, argumentando que a gravidade das acusações e o risco de fuga justificam a prisão preventiva.

A sentença pode representar um duro golpe à carreira de Combs, que construiu um império musical ao longo de décadas como produtor, empresário e artista. O caso continua repercutindo amplamente na imprensa americana e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.

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