O cantor Mauro Davi Nepomuceno dos Santos, conhecido como Oruam, se entregou à polícia do Rio de Janeiro no fim da tarde desta terça-feira (22), após a Justiça decretar sua prisão preventiva. A decisão atendeu a pedidos da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e do Ministério Público, que acusam o artista de sete crimes distintos.
A polícia afirma que a residência de Oruam teria se tornado um ponto de apoio a criminosos, inclusive foragidos da Justiça. No pedido de prisão, os investigadores relatam que o local servia como esconderijo e espaço para articulações de integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.
Acusações envolvem tráfico e associação criminosa
Oruam foi indiciado por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência qualificada, desacato, dano qualificado, ameaça e lesão corporal. De acordo com a polícia, ele teria tentado impedir a apreensão de um adolescente procurado por roubo, o que configuraria obstrução à atuação policial.
Além disso, imagens obtidas pela investigação mostram o rapper ao lado de dois dos principais líderes do Comando Vermelho: Edgar Alves de Andrade, o Doca, e Antônio Ilário Ferreira, conhecido como Rabicó, chefe do grupo criminoso no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.
Pronunciamento nas redes e conta desativada
Antes de se apresentar na delegacia, Oruam publicou um vídeo no Instagram, no qual reconheceu erros e afirmou que irá provar sua inocência. “Eu errei. Desculpa aí todo mundo. Vou provar para vocês que não sou bandido”, disse o cantor. “Vou dar a volta por cima e depois vou vencer através da minha música”, completou. Minutos depois da postagem, a conta do artista na plataforma ficou fora do ar.
O caso levanta novamente o debate sobre a relação entre artistas da cena do trap e o crime organizado, especialmente no Rio de Janeiro, onde investigações recentes vêm apontando vínculos entre músicos e facções locais.
Próximos passos do processo
Com a prisão preventiva decretada, Oruam deverá permanecer detido enquanto o processo judicial avança. A defesa do cantor ainda não se pronunciou oficialmente, mas deve apresentar um pedido de revogação da prisão nos próximos dias. O caso seguirá em análise na Justiça fluminense.






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