O Ministérios Público do Paraná (MPPR) deflagrou nesta terça (4) e quarta-feira (5) as operações ‘A Rede’, ‘Muralha de Areia’ e ‘Vértice’ contra uma organização criminosa de atuação nacional especializada em golpes bancários, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas que atuava em cinco cidades do Rio de Janeiro. A ação teve o apoio do Ministério Público do Rio (MPRJ).
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades do Rio, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis e Mangaratiba. A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, em apoio ao Gaeco de Ponta Grossa (PR), responsável pelas investigações.
De acordo com o Ministério Público do Paraná, a quadrilha utilizava uma falsa central de atendimento bancário para enganar vítimas e obter dados confidenciais, como senhas e códigos de segurança. Com essas informações, hackers invadiam contas e desviavam valores para uma rede de 35 contas de laranjas espalhadas pelo país. Em um dos casos, o grupo desviou R$ 564 mil de uma empresa de São Paulo; em outro, uma tentativa de golpe de R$ 5 milhões foi frustrada após alerta do gerente do banco.
A operação teve origem em uma denúncia feita ao MPPR por uma vítima que percebeu a tentativa de fraude e denunciou o golpe. A partir daí, as investigações revelaram uma rede criminosa complexa, com ramificações em pelo menos quatro estados – Paraná, Rio de Janeiro, Ceará e São Paulo.
Ao todo, foram cumpridos 63 mandados judiciais – sendo 31 de busca pessoal e 32 de busca domiciliar – além do bloqueio de contas bancárias, veículos e imóveis de suspeitos, incluindo a chácara em Ponta Grossa (PR) onde funcionava uma falsa central telefônica que servia de base para os golpes.
Além da operação principal, batizada de “A Rede”, as investigações deram origem a outras duas frentes: “Muralha de Areia”, que apura um esquema de corrupção em unidades prisionais no Paraná, e “Vértice”, que investiga o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro em larga escala. Segundo o MP, uma das empresas usadas pelo grupo para movimentar recursos do tráfico movimentou R$ 43,6 milhões apenas em 2025, atuando como fachada na fronteira com o Paraguai.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos três veículos, entre eles um de luxo, além de celulares, máquinas de cartão e equipamentos eletrônicos que serão periciados.






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