Operação mira grupo investigado por movimentar R$ 100 mil em golpes com mensagens falsas

Polícia Civil cumpriu 11 mandados de prisão em cidades da Região Metropolitana do Rio; nove suspeitos foram presos até o momento em Itaboraí

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A Polícia Civil realizou, nesta quarta-feira (12), uma operação para desarticular uma organização criminosa investigada por aplicar golpes bancários por meio de mensagens falsas e lavar o dinheiro obtido nas fraudes. A ação ocorreu em cidades da Região Metropolitana do Rio, com mandados sendo cumpridos em Niterói, São Gonçalo, Itaguaí e Itaboraí.

A Justiça expediu 11 mandados de prisão contra os investigados. Até o momento, nove pessoas foram presas em Itaboraí. Outros dois suspeitos são considerados foragidos.

Segundo as investigações, o grupo utilizava uma técnica conhecida como spoofing, que permite mascarar a origem de mensagens de texto. Com isso, os criminosos enviavam SMS que aparentavam ter sido encaminhados pelos próprios bancos.

As mensagens induziam as vítimas a acessar links fraudulentos. A partir do acesso, os criminosos conseguiam obter informações que permitiam assumir o controle das contas bancárias. Em seguida, realizavam diversas transferências em poucos minutos para contas de terceiros, utilizadas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Investigação começou após golpe contra idosa

As investigações tiveram início em 2024, depois que uma mulher de 68 anos, moradora de Goiás, foi vítima do golpe.

De acordo com os investigadores, os criminosos utilizaram uma mensagem enviada aparentemente a partir do número de uma instituição financeira para conseguir acesso aos recursos da vítima. O dinheiro foi posteriormente transferido para diferentes pessoas no estado do Rio de Janeiro.

A apuração apontou ainda que um dos principais investigados teria movimentado cerca de R$ 100 mil em apenas alguns dias.

Polícia alerta sobre uso de contas de terceiros

A investigação também identificou a participação de pessoas que emprestavam ou disponibilizavam suas contas bancárias para receber os valores desviados — os chamados “laranjas” no esquema.

A delegada Norma Lacerda alertou, em entrevista ao portal G1, que os titulares das contas utilizadas para movimentar o dinheiro também podem responder criminalmente.

“A população do estado do Rio de Janeiro precisa entender que emprestar conta para golpista também é crime. Essas pessoas responderão pelos atos praticados e poderão ter a prisão decretada, assim como ocorreu na Operação Mão Fantasma”, disse.

Segundo a polícia, após receberem os valores, os criminosos faziam novas transferências, dificultando a identificação da origem do dinheiro e dos responsáveis pelas fraudes.

Além dos mandados de prisão, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores relacionados aos investigados.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de furto mediante fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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